´´De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.`` Rui Barbosa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Câmara conclui votação do RDC e proposta vai ao Senado

Brasília - A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta terça-feira (28) a votação da Medida Provisória (MP) 527, que entre outras coisas cria o Regime Diferenciado de Contrações Públicas (RDC). A MP segue agora para apreciação do Senado Federal. Os deputados rejeitaram todos os destaques da oposição que pretendia mudar o texto básico aprovado na semana passada.

Graças a um acordo de lideranças da base governista e da oposição, os deputados fizeram três alterações no texto que já havia sido aprovado, sendo duas para dar transparência ao texto. Uma delas deixa mais claro o acesso dos órgãos de controle interno e externo – Tribunal de Contas da União, Ministério Público da União e Controladoria-Geral da União - que terão mais informações sobre as estimativas de preços do governo para as obras a serem licitadas.

Pelo texto, os licitantes e o público só terão acesso aos valores que o governo estará disposto a pagar pela obra após o encerrado o processo licitatório. A outra emenda de redação apresentada pelo relator, deputado José Guimarães (PT-CE), Apenas incluiu uma nova palavra ao texto para dirimir dúvidas.

O principal ponto alterado no texto, que já havia sido aprovado, retira o parágrafo único de um artigo que dava amplos poderes à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e ao Comitê Olímpico Internacional (COI) na realização de obras para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas. O dispositivo aprovado retira do texto básico a possibilidade da Fifa e do COI exigirem mudanças nos projetos básicos e executivos de obras para os eventos esportivos, sem limites de aumento do orçamento.

A medida provisória tem prazo de validade até o dia 14 de julho. Nesse período, para ela não perder sua validade, A MP precisará ser aprovada pelo Senado. Se o texto for alterado pelos senadores, ela terá que retornar à Câmara para nova votação.

Da Agência Brasil

terça-feira, 28 de junho de 2011

Apresentado na Câmara projeto de lei que propõe a criação do Dia Nacional do Orgulho Heterossexual

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Projeto de lei para criar o Dia Nacional do Orgulho Heterossexual foi apresentado hoje (28) na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto estabelece que o dia será comemorado no terceiro domingo do mês de dezembro de cada ano. “O projeto visa a resguardar direitos e garantias aos heterossexuais de se manifestarem e ter prerrogativas de se orgulharem de si mesmos e não serem discriminados por isso”, disse o parlamentar na justificativa do projeto.

Na justificativa, o deputado Eduardo Cunha diz ainda que, no momento em que se discutem preconceitos contra homossexuais, essa discussão acaba criando outro tipo de discriminação contra os heterossexuais e o “estimulo da ideologia gay supera todo e qualquer combate ao preconceito”.

O deputado também ressalta que “daqui a pouco os heterossexuais se transformarão pela propaganda midiática em reacionários e nós queremos ter a nossa opção pela família, sendo alardeada com orgulho”.

O projeto que propõe a criação do Dia Nacional do Orgulho Heterossexual será agora encaminhado às comissões técnicas para análise do mérito da proposta. Se aprovado pelas comissões, o projeto será levado à votação no plenário da Câmara.

Edição: Aécio Amado

Prefeitura de Campo Grande exige testemunhas para tapar buraco

Antes de tapar um buraco, as empresas terceirizadas que executam o serviço nas ruas de Campo Grande (MS) terão de cumprir uma exigência inusitada: coletar a assinaturas de pelo menos dois moradores do local.

Ao exigir testemunhas, a prefeitura pretende dificultar o conserto de trechos intactos de asfalto, que não necessitavam de reparos.

A existência dos "buracos-fantasma" foi denunciada por moradores de bairros atendidos pelas empresas. Depois que os casos foram parar na imprensa local, a prefeitura determinou, na semana passada, a suspensão temporária do trabalho.

As novas regras estabelecem que, quando a necessidade de reparo "for detectada", o encarregado terá de pedir que ao menos dois moradores da vizinhança assinem um "termo de vistoria" para testemunhar a necessidade do serviço.

No início do mês, o secretário João Antônio de Marco (Infraestrutura, Transporte e Habitação) chegou a ser convocado para explicar a situação na Câmara Municipal.

Na ocasião, declarou aos vereadores que as prestadoras de serviço seriam fiscalizadas -as empresas são remuneradas de acordo com o número de buracos tapados.

Ontem, em entrevista à Folha, o vereador Athayde Nery (PPS) disse considerar a exigência de testemunhas uma "medida louvável". "Seria um absurdo que a prefeitura continuasse pagando para tapar buracos que nunca existiram", afirmou.

TREINAMENTO

Oito empresas executam o serviço de tapa-buracos em Campo Grande, segundo a prefeitura. A assessoria do prefeito Nelson Trad (PMDB) negou à Folha que as novas regras tenham relação com as denúncias.

De acordo com a assessoria, a alteração já estava prevista, mas só foi publicada ontem no "Diário Oficial" da cidade em razão da diminuição no ritmo do programa de manutenção e reparo nas ruas da cidade.

A prefeitura afirma ter identificado até o momento apenas uma irregularidade, avaliada como equívoco por parte da empresa executora. Com a instrução normativa, as empresas serão agora submetidas a um treinamento para "aperfeiçoar o serviço".

A assessoria não informou o nome das empresas responsáveis pelo serviço nem os valores pagos a elas.

Fonte: Folha.com - Por Rodrigo Vargas - De Cuiabá

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O discreto charme da corrupção

"Vivemos sob uma chuva de escândalos e denúncias de corrupção. Mas, não se enganem, esses shows permanentes nos jornais e TV, servem apenas para dar ao povo a impressão de transparência e para desviar seus olhos das reformas essenciais que mantêm nossas oligarquias intactas. Aos poucos o povo vai se acostumar à zorra geral e achar que tanta gente tem culpa que ninguém tem culpa. Me chamam de canalha, mas eu sou essencial. Tenho orgulho de minha cara de pau, de minha capacidade de sobrevivência, contra todas as intempéries. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança no País, eu estarei vivo, enquanto houver autarquias dando empréstimos a fundo perdido, eu estarei firme e forte. Não adiantam CPI"s querendo me punir. Eu me saio sempre bem. Enquanto houver esse bendito Código de Processo Penal, eu sempre renascerei como um rabo de lagartixa, como um retrovírus fugindo dos antibióticos. Eu sei chorar diante de uma investigação, ostentando arrependimento, usando meus filhos, pais, pátria, tudo para me livrar. Eu declaro com voz serena: "Tudo isso é uma infâmia de meus inimigos políticos".



Eu explico o Brasil de hoje. Tenho 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. Eu tenho raízes, tradição. Durante quatro séculos, homens como eu criaram capitanias, igrejas, congressos, labirintos. Nunca serão exterminados; ao contrário - estão crescendo. Não adianta prender nem matar; sacripantas, velhacos, biltres, vendilhões e salafrários renascerão com outros nomes, inventando novas formas de roubar o País.



E sou também "pós-moderno": eu encarno a "real-politik" do crime, a frieza do Eu, a impávida lógica do egoísmo.



No imaginário brasileiro, tenho algo de heroico. São heranças da colônia, quando era belo roubar a Coroa. Só eu sei do delicioso arrepio de me saber olhado nos restaurantes e bordeis; homens e mulheres veem-me com gula: "Olha, lá vai o ladrão..." - sussurram fascinados por meu cinismo sorridente, os maîtres se arremessando nas churrascarias de Brasília e eu flutuando entre picanhas e chuletas.



Amo a adrenalina que me acende o sangue quando a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, vibro quando vejo os olhos covardes dos juízes me dando ganho de causa, ostentando honestidade, fingindo não perceber minha piscadela maligna e cúmplice na hora da emissão da liminar... Adoro a sensação de me sentir superior aos otários que me compram, aos empreiteiros que me corrompem, eles, sim, humilhados em vez de mim.



Sou muito mais complexo que o bom sujeito. O bom é reto, com princípio e fim; eu sou um caleidoscópio, uma constelação.



Sou mais educativo. O homem de bem é um mistério solene, oculto sob sua gravidade, com cenho franzido, testa pura. O honesto é triste, anda de cabeça baixa, tem úlcera. Eu sou uma aula pública de perversidade. Eu não sou um malandro - não confundir. O malandro é romântico, boa-praça; eu sou minimalista, seco, mais para poesia concreta do que para o samba-canção. Eu faço mais sucesso com as mulheres - elas ficam hipnotizadas por meu mistério; e me amam, em vez do bondoso, que é chato e previsível. A mulher só ama o inconquistável. Eu fascino também os executivos de bem, porque, por mais que eles se esforcem, competentes, dedicados, sempre se sentirão injustiçados por algum patrão ingrato ou por salários insuficientes. Eu, não; não espero recompensas, eu me premio e tenho o infinito prazer do plano de ataque, o orgasmo na falcatrua, a adrenalina na apropriação indébita. Eu tenho o orgulho de suportar a culpa, anestesiá-la - suprema inveja dos meros neuróticos e sempre arranjo uma razão que me explica para mim mesmo. Eu sempre estou certo; ou sou vítima de algum mal antigo: uma vingança pela humilhação infantil, pela mãe lavadeira ou prostituta que trabalhou duro para comprar meu diploma falso de advogado. Pois é, eu comprei meu título de advogado; paguei um filho de uma égua para me substituir no exame e ele acertou tudo por mim. Eu me clonei.



Subi até a magistratura. Como juiz e com meu belo diploma falso na parede, vendi muitas sentenças para fazendeiros, queimadores de florestas, enchi o rabo de dinheiro. Passei a ostentar uma dignidade grave, uma cordialidade de discretos sorrisos, vivendo o doce frisson de me sentir superior aos medíocres honestos que se sentem "dignos"; digno era eu, impávido, mentindo, pois a mentira é um dom dos seres superiores. A mentira é necessária para manter as instituições em funcionamento. O Brasil precisa da mentira para viver. E vi que é inebriante ser cruel, insensível, ignorar essas bobagens como a razão, a ética, que não passam de luxos inventados pelos franceses, como os escargots.



Aí, com muito dinheiro encafuado, bufunfas e granolinas entesouradas, eu me permiti as doçuras da vida e me apaixonei por aquela santa que virou mãe de meus filhos. Hoje, com a passagem do tempo, ela vai se consumindo em plásticas e murchando sob pilhas de botox, mas continuo fiel a ela como o marido público, pois nunca a abandonarei, apesar das amantes nas lanchas, dos filhos bastardos.



E, aí, fui criando a minha rede de parentes e amigos; como é doce uma quadrilha, como é bela a confiança de fio de bigode, o trânsito cordial entre a lei e o crime... Assim, eu fechei o ciclo que começou na mãe lavadeira e no diploma falso até a minha toga negra, da melhor seda pura que minha esposa comprou em Miami, e não fui feito desembargador nas coxas não; eu já sabia que bastavam padrinhos e meia dúzia de frases em latim: "Actore non probante, reus absolvitur!" (frase que muito me beneficiou vida a fora.) Depois, claro, fui deputado, senador e sou um homem realizado. Eu sou mais que a verdade; eu sou a realidade. Eu e meus amigos criamos este emaranhado de instituições que regem o atraso do País. Este País foi criado na vala entre o público e o privado. A bosta não produz flores magníficas? Pois é. O que vocês chamam de corrupção, eu chamo de progresso. O Brasil precisa de mim."



Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

MP e polícia fazem grande operação na prefeitura de Campinas

CORDEL DESENCANTADO


Sérgio Gomes

Se falo certo,
Tô errado,
Se falo errado,
Tô diplomado,
Porque nesse Brasil,
O bom é ser analfabetizado...

Se sou hetero,
tô errado,
Se sou gay,
Tô valorizado,
Porque nesse Brasil,
Anda tudo meio afrescalhado...

Se elogio uma mulher,
É assédio, tô errado,
Mas, se ignoro, coitado
Tô lascado, me chamam de viado
Porque nesse Brasil,
Anda tudo muito politizado...

Se faço brincadeira na escola,
Tô errado,
Se não faço, fazem comigo
Tô lascado,
Porque nesse Brasil,
Anda tudo bullynguizado...

Já não sei o que fazer,
Se posso me virar ou me mexer,
Se devo andar de frente ou de lado,
Êta paisinho de merda danado!

Operação prende suspeitos de fraudar contratos em Campinas

Do G1 SP, com informações da EPTV

A Corregedoria da Polícia Civil e promotores públicos estaduais iniciaram na madrugada desta sexta-feira (20) uma operação em Campinas, no interior paulista, para cumprir 20 mandados de prisão nas cidades de Campinas, Jundiaí, Vinhedo e Jaguariúna. As investigações estão relacionadas a possíveis fraudes em contratos públicos, incluindo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).

A Polícia Militar também participa da operação. A entrada da Prefeitura de Campinas foi bloqueada. Por volta das 8h, dez pessoas já haviam sido presas. Estão detidos funcionários e ex-funcionários da Sanasa e empresários.

Três promotores públicos estão dentro do paço municipal para apreender documentos e computadores. Cento e vinte policiais estão envolvidos na Força Tarefa

Primeira-dama de Londrina é suspeita de ter participado do esquema de desvio de dinheiro da saúde - CBN Londrina

Primeira-dama de Londrina é suspeita de ter participado do esquema de desvio de dinheiro da saúde - CBN Londrina

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PF COMBATE FRAUDE EM LICITAÇÃO NA OPERAÇÃO QUESTOR

Corumbá/MS – A Polícia Federal em Corumbá deflagrou na data de hoje, 16, a Operação Questor, cujo objetivo é desarticular uma quadrilha composta por funcionários públicos e empresários, que fraudava procedimentos licitatórios que envolviam verbas públicas federais destinadas à saúde, educação e infra-estrutura no município de Ladário/MS.

Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão, estes últimos com a participação de nove servidores da Controladoria Geral da União, nos municípios de Ladário, Corumbá, Dourados e Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul; e em Municípios do Paraná e Rio Grande do Sul.

A investigação durou mais de um ano e desenvolveu-se em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, tendo sido comprovado que, somente neste período, houve prejuízo de mais de meio milhão de reais aos cofres públicos em licitações promovidas pelo município de Ladário.

A operação possui este nome em alusão ao administrador financeiro da antiga Roma, Questor, responsável pela coleta de impostos, supervisão do tesouro e da contabilidade do Estado Romano, função equivalente ao atual Secretário de Finanças municipal e/ou estadual.

Os mandados de prisão foram cumpridos 4 em Ladário; 2 em Corumbá e 1 em Campo Grande. E os mandados de busca e apreensão foram 15 em Ladário; 4 em Corumbá; 1 em Dourados e 3 em Campo Grande. Ainda, 2 em Barão de Cotegipe/RS e 1 em Maringá/PR.

Fonte: Comunicação Social /Delegacia da Polícia Federal em Corumbá

PF DEFLAGRA OPERAÇÃO SAÚDE EM 7 ESTADOS

Passo Fundo/RS – Em investigação conjunta entre a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União foi deflagrada hoje, 16, a Operação Saúde, com cumprimento de 64 mandados de prisão, mandados de busca para Empresas e Prefeituras Municipais em 07 Estados da Federação, incluindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Erechim/RS.

Com a instauração de inquérito policial em 2007, foram constatados desvios de verbas públicas destinadas pelo Governo Federal à compra de medicamentos para distribuição à população em situação de vulnerabilidade social, do Programa de Assistência Farmacêutica Básica, popularmente conhecida como Farmácia Básica.

As investigações operacionais, com a participação da CGU, iniciaram-se em outubro de 2009.

Foram desbaratadas três organizações criminosas que concentravam sua atuação no pequeno município gaúcho de Barão de Cotegipe, com mais de 15 empresas estabelecidas no ramo de distribuição de medicamentos.

A atuação dos criminosos se dava na fraude às licitações públicas, desviando as verbas destinadas à compra de medicamentos mediante falta de entrega da mercadoria licitada, entrega parcial ou entrega de produto diverso ou com data de vencimento muito próxima. A distribuição dos lucros gerados com as fraudes se dava entre as empresas e servidores públicos municipais envolvidos. Entre os presos 34 são servidores públicos municipais.

Em apuração inicial, constatou-se a movimentação de R$ 40.000.000,00 em 2009 e de R$ 70.000.000,00, em verbas federais, em 2010, para apenas um dos grupos investigados.

Nesta manhã já foram cumprimentos 57 mandados de prisões, das quais 25 foram em 04 municípios do RS, assim como 03 prisões em SC, 06 prisões no PR, 06 prisões no MS e 17 prisões no MT.

Foram presos 34 servidores públicos municipais, sendo entre eles 12 Secretários Municipais (Fazenda, Finanças e principalmente da Saúde).

Os alvos responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de corrupção ativa, passiva, fraude de licitações, formação de quadrilha e peculato, e possível lavagem de dinheiro.

Fonte: Comunicação Social /Delegacia de Polícia Federal em Passo Fundo

terça-feira, 10 de maio de 2011

Modus operandi - Sempre é Assim : A moeda de troca para receber a propina seria a liberação dos pagamentos dos valores pelos serviços prestados

Pois bem, vi as entrevistas abaixo, só não vi na entrevista "nada" que mencione punições para os principais agentes públicos responsáveis pela assinatura do Contrato de Parceria.

Tem gente que terá que por a "barba" de molho e já ir providenciando o KIT PRISÃO.

Poderia "ele" como conhecedor do "sistema" ter denunciado as irregularidades, o que não o fez. Fica a pergunta porque ??

Pois aí é que mora o problema, nunca uma empresa ou um instituto vai chegar oferecendo propina pra ninquém, o que ocorre é que existe um agente corrupto ou "uns" que "pedem" (R$) para assinar o contrato, "pedem" para dar "aceite na nota fiscal" e 'pedem' para "autorizar o pagamento da Nota Fiscal também".

Esses agentes aí que mencionei acima, existem e bastante, ocorre que o projeto de Lei tanto propalado contra a corrupção não mencionou "punições" severas para os mesmos .

"aquele agente público corrupto" com mais força e credenciamento para "pedir" pois se a empresa não der a grana, já saberemos o que ocorrerá com a mesma .

O esquema é e sempre foi assim: "Não fazem o pagamento e exigem o pagamento de propina para liberar o pagamento. "

Pensem nisso !

Dênis Carlos

PontoGovBrasil

Acusado de corrupção no esquema da saúde em Londrina confirma que propina foi paga

OPERAÇÃO ANTISSEPSIA - GAECO / Londrina deflagra ação contra desvios na área da saúde

A unidade de Londrina do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta terça-feira, 10 de maio, a operação Antissepsia, que tem como foco a apuração de eventual corrupção de agentes públicos e outras pessoas em um esquema de terceirização de serviços de saúde. Foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão. O MP-PR sustenta que os presos estariam envolvidos na prática de crimes como corrupção, desvio de verba pública e formação de quadrilha. A ação teve participação de agentes das Polícias Civil, Militar e Federal.

Fonte: MPPR

Comissão de Educação vai investigar fraudes na merenda escolar


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, em reunião nesta terça-feira (10), três requerimentos apresentados pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) relacionados a denúncia do programa Fantástico, da TV Globo, sobre problemas na merenda escolar distribuída em escolas públicas do país. Reportagem veiculada no último domingo (8) mostrou casos de falta de alimentos e de oferta de comida de má qualidade e até estragada a alunos de cinco estados.

Os repórteres do Fantástico visitaram mais de 50 escolas públicas na Bahia, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo. A matéria apontou a corrupção como uma das causas dos problemas na alimentação escolar e citou empresas que atuam no setor investigadas pelo Ministério Público por fraudes como direcionamento de licitações.

O primeiro requerimento, dirigido ao Ministério da Educação, pede informações sobre número de municípios atendidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em 2010, bem como os recursos repassados. Também são solicitados dados sobre a previsão do programa para 2011; a instalação dos Conselhos de Alimentação Escolar nos estados e municípios; e a atuação de nutricionistas e dos Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição do Escolar.

Em requerimento destinado à Controladoria-Geral da União (CGU), mencionada na reportagem do Fantástico, são solicitadas informações detalhadas sobre as auditorias realizadas pelo órgão no âmbito do PNAE. O terceiro requerimento pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) que promova uma auditoria especial no PNAE.

Na justificativa dos requerimentos, Marisa Serrano diz que a merenda escolar está sendo tratada como lixo, "sem qualidade, sem supervisão, sem punição". A senadora questiona a atuação dos órgãos responsáveis pela execução do PNAE, dos Conselhos de Alimentação Escolar e dos nutricionistas que deveriam controlar a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes.

Também em reação à reportagem do Fantástico, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) informou na segunda-feira (9) que apresentaria requerimento à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) para realização de audiência pública sobre o assunto. O senador quer ouvir, entre outras autoridades, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Daniel Silva Balaban.

Confira o teor dos requerimentos

Da Agência Senado

Diárias de viagens

terça-feira, 3 de maio de 2011

O perdão ao corrupto confesso

A decisão do Diretório Nacional do PT de aceitar a refiliação de Delúbio Soares, expulso em 2005 por seu envolvimento no escândalo do mensalão, expõe claramente dois procedimentos que ajudam a explicar a escalada eleitoral do partido: primeiro, o compadrio que exime de qualquer culpa companheiro que tenha praticado ilícitos em benefício da companheirada; segundo, a prática do rolo compressor que passa por cima de tudo o que contrarie os interesses comuns da turma, apelando ao recurso de negar evidências por meio da bem orquestrada e incansável repetição da "verdade" que melhor lhe convém. Assim sempre procedeu o capo Lula da Silva. Comportamento que se repetiu agora: o mensalão, garante o chefão, nunca existiu, foi uma tentativa de golpe "das elites". E um dos mais fiéis escudeiros do ex-presidente, o ministro Gilberto Carvalho, teve o caradurismo de declarar em São Paulo, quando representava Dilma Rousseff no 1.º de maio, que, se Delúbio "voltar a errar, o partido, da mesma forma que o recebeu de volta, vai ter que puni-lo de novo". Ou seja, Delúbio precisa entender que, no PT, não se pune o crime praticado a serviço do partido. O que se pune é o erro de deixar-se flagrar na prática do crime.

A reintegração de Delúbio pelo PT é, no mínimo, imprudente e precipitada, uma vez que o ex-tesoureiro é um dos 39 réus do processo que tramita no STF e deverá ser finalmente julgado, sete anos depois dos fatos que o geraram, em 2012. Mas é uma decisão coerente com a anunciada disposição de Lula de provar que o mensalão, como esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo, jamais existiu. No máximo, foi prática de caixa 2, como se isso não constituísse crime. Mas não é exatamente o que o próprio Lula pensava em 2005, quando se queixou de ter sido "traído" - sem mencionar os nomes dos traidores - e afirmou que o PT deveria "pedir desculpas" ao País. Já os próprios deputados, na conclusão da CPI do Mensalão, recomendaram a cassação dos mandatos de 18 colegas, dos quais apenas 3 acabaram sendo punidos pelo plenário da Câmara: Roberto Jefferson, do PTB, que denunciou o esquema, admitindo que seu partido dele se tinha beneficiado; José Dirceu, do PT, apontado como chefe da quadrilha; e Pedro Correa, do PP. Alguns meses depois, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou sólida denúncia, acolhida pelo STF, contra cerca de 40 indiciados no mensalão, inclusive Delúbio Soares, que permanecem à espera de julgamento.

De todos os dirigentes do PT envolvidos no escândalo do mensalão e seus desdobramentos, apenas Delúbio Soares foi punido pelo partido, com a expulsão. Foi uma espécie de satisfação pública que os petistas se viram obrigados a dar diante das evidências que incriminavam a legenda. E Delúbio, o boi de piranha, comportou-se com fidelidade canina a seus chefes. Admitiu ter manipulado, por iniciativa própria, o que chamou eufemisticamente de "recursos não contabilizados" destinados a financiar campanhas eleitorais do PT, mas negou veementemente o pagamento de propina a parlamentares e também que o esquema era comandado pelo então ministro José Dirceu. Em 2009, depois de quatro anos no ostracismo, Delúbio fez uma tentativa de ser readmitido nos quadros do PT. Mas foi dissuadido por Lula, que temia a repercussão na campanha presidencial de 2010. Agora, o próprio ex-presidente defendeu a reabilitação do companheiro, como recompensa por serviços tão fielmente prestados.

Desde a campanha eleitoral de 2003 Lula tem liderado o PT em tortuoso processo de transformação que passou pela cuidadosa elaboração de um código de valores sob medida para atender a suas conveniências eleitorais. Nas áreas política, social e econômica, teses antes ferozmente combatidas passaram a ser convictamente praticadas e, mais do que isso, anunciadas como suas. Até aqui, tem funcionado. Mas o episódio Delúbio tem uma dimensão emblemática que pode significar um tiro dado por Lula no próprio pé. Afinal, o ex-tesoureiro do PT é corrupto confesso. Diga-me com quem andas...

Da Agência Estado