da Agência Estado
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Polícia do DF confirma prisão de supostos espiões de Arruda
Presidente da CPI da Codeplan será eleito hoje
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan se reúne em caráter extraordinário hoje (9), a partir das 10h, no plenário da Casa. Em pauta, a eleição do presidente da Comissão. A convocação, feita pelo vice-presidente da CPI, Batista das Cooperativas (PRP), está publicada no Diário da Câmara Legislativa desta sexta-feira (5). Até lá, espera-se que seja indicado um nome para ocupar a vaga aberta com a renúncia da distrital Eliana Pedrosa (DEM), no final de janeiro. Em última instância, a indicação terá de ser feita pelo presidente da Casa, Wilson Lima (PR).
Além da eleição, também deverão ser apresentados comunicados por parte da relatoria da Comissão - a cargo do distrital Raimundo Ribeiro (PSDB). Integram a comissão, além de Batista das Cooperativas e Ribeiro, Raad Massouh (DEM), que retornou à Casa nesta sexta-feira (5) no lugar de Geraldo Naves (DEM), e Paulo Tadeu (PT).
com informações da Coordenadoria de Comunicação Social CLDF
Exemplo
Processo eletrônico contra o INSS tem sentença em 9 dias
Em Brusque, um processo contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para concessão de aposentadoria especial teve sentença em apenas nove dias. A decisão foi assinada sexta-feira (5/2/2010) pela juíza Micheli Polippo, da Vara Federal do município, e determina ao INSS a concessão do benefício. A ação começou em 27 de janeiro, com apresentação da defesa do INSS no dia 2 seguinte.
Fonte: Seção de Comunicação Social da JFSC
TCU condena ex-prefeito de Cássia dos Coqueiros (SP)
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou João dos Reis Almeida Silva, ex-prefeito de Cássia dos Coqueiros (SP), a devolver R$ 140.193,04 aos cofres do Tesouro Nacional, por executar apenas 60,50% do convênio firmado com o extinto Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp).
A verba foi transferida para a construção e aparelhamento de um ginásio poliesportivo coberto. O ex-prefeito ainda terá de pagar multa de R$ 5 mil aos cofres do Tesouro Nacional em 15 dias. A cobrança judicial da dívida foi autorizada. Cópia da documentação foi encaminhada à Procuradoria da República em São Paulo para adoção das providências cabíveis. Cabe recurso da decisão. O ministro Augusto Nardes foi o relator do processo.
Acórdão nº 294/2010 – 1ª CâmaraTC – 027.107/2008-1
Fonte: TCU
TCU condena ex-prefeito de Porto Seguro (BA) a devolver mais de R$ 2 milhões
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Porto Seguro (BA) José Ubaldino Alves Pinto Júnior a devolver R$ 2.089.153,19, valor atualizado, ao Fundo Nacional de Saúde (FNS).
O ex-prefeito não comprovou bom uso de recurso público federal destinado à implantação de ações preventivas, assistenciais e de vigilância epidemiológica para erradicar o Aedes Aegypti no município. Segundo o relator do processo, ministro Marcos Bemquerer Costa, não foram apresentadas notas fiscais ou recibos referentes aos pagamentos que teriam sido feitos com vistas à implementação do convênio.
Ele ainda terá de pagar multa de R$ 50 mil pelas irregularidades. A cobrança judicial da dívida já foi autorizada. O TCU encaminhou cópia da decisão à Procuradoria da República no Estado da Bahia para que sejam tomadas as providências cabíveis. Cabe recurso da decisão.
Acórdão nº 296/2010 – 1ª CâmaraTC – 017.018/2008-6
Fonte: TCU
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Projeto de lei para punir empresas Corruptoras
O presidente Lula encaminha nesta segunda-feira (8/2) ao Congresso Nacional projeto de lei que responsabiliza administrativa e civilmente empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública nacional e internacional. A cerimônia de assinatura da mensagem com o envio do PL ao Congresso ocorre às 19 hras no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Pela proposta, as novas punições vão da multa de 1% a 30% do faturamento bruto da pessoa jurídica, impedimento de que ela receba benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades dela ou até a extinção da empresa. Na legislação atual, a principal sanção aplicável às pessoas jurídicas é a declaração de inidoneidade, que proíbe a empresa de participar de licitação e manter contratos com a administração pública.
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Vendo essa matéria acima que é do Blog do Planalto, fico aqui pensando : ........
E os Corruptos e os ficha suja .
E os "espertos" investidos de "autoridades" de muitos órgãos públicos, que somente pagam as empresas mediante um % , quando é que vamos ter leis mas rigidas para os mesmos .
Tem gente que quando senta na "cadeira" de quem autoriza o pagamento, pensa que é deus.
Aí todos já sabemos como funciona, o cara paga o ( % ) ou não recebe e chegam também até a declarar a empresa inidonea ( motivo: não pagou o % da tchurma ).
Isso já é de praxe desse povo e ninguem vê nada .
Dênis Carlos
PONTOGOV/BRASIL
Sobrinho de Arruda deixa cargo e agrava cenário de crise
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), sofreu mais uma baixa em seu gabinete em decorrência da sucessão de escândalos que atingem o governo. No sábado, Rodrigo Diniz Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda, pediu afastamento da função. Ele é apontado como um dos articuladores da suposta tentativa de suborno de uma importante testemunha do chamado "mensalão do DEM".
Em nota, Arantes classificou o episódio como uma farsa e disse que decidiu deixar o gabinete do tio "até a completa apuração dos fatos". "Meu nome foi citado indevida e maldosamente pelo senhor Antônio Bento da Silva numa história fantasiosa e absurda, construída como parte da farsa arquitetada contra o governador José Roberto Arruda", afirma o texto.
Da Agência Estado
O falso êxito do PAC
Por qualquer critério isento que se examinem os números da execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentados na quinta-feira pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff ? sua principal gestora, batizada pelo presidente Lula como "mãe do PAC" ?, a conclusão é decepcionante. Sua execução é lenta, o que torna muito duvidoso que seja concluído no prazo previsto. A utilização de certos indicadores mascara seu baixo nível de execução. Seus principais resultados são frutos de programas e projetos de empresas estatais e privadas que seriam executados com ou sem ele. A necessária melhora na qualidade do gastos do governo, que deveria ser um de seus principais efeitos sobre a gestão financeira do setor público, não ocorreu até agora e não deverá ocorrer no último ano de sua vigência.
O PAC é um fracasso que, mesmo assim, a ministra-candidata transformou, com o entusiasmado apoio de seu mentor político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na principal peça de propaganda de sua campanha eleitoral lançada antes do prazo previsto pela legislação. Ao longo deste ano, seguramente muito será dito pelo governo sobre esse programa, mas o eleitor precisará estar atento para não ser enganado.
A ministra anunciou que, do total de R$ 638 bilhões em investimentos no período 2007-2010 previstos no PAC, R$ 403,8 bilhões, ou 63,3%, tinham sido aplicados até o fim do ano passado. É um dado enganoso. Se se considerar apenas as ações efetivamente concluídas, o resultado é bem menos animador. Em 36 meses de execução do PAC, nas obras encerradas foram aplicados R$ 256,9 bilhões, ou seja, 40,3% do total.
Isso significa que, por ano, o governo executou, em média, 13,4% do total. Para concluir o PAC no prazo, teria de executar 60% neste ano de 2010, ou seja, teria de multiplicar por 4,5 o ritmo da execução do programa. Mesmo que, como assegura a ministra, o governo tenha aprendido a gerir melhor o programa, não parece crível que consiga elevar tanto assim o ritmo, pois isso exigiria da atual gestão uma competência que ela nunca mostrou ter.
Do valor de R$ 403,8 bilhões anunciado pela ministra como realizado, é preciso destacar uma gorda parcela, de R$ 137,5 bilhões (34% do total), que nada tem a ver com obras, pois é formada por empréstimos habitacionais a pessoas físicas. São recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, do FGTS, do FAT e de outras fontes públicas.
Esses recursos são utilizados, em geral, na compra de imóveis usados, pois as políticas do governo para esses fundos privilegiam esse tipo de negócio. Economistas do setor privado observam que, ao contrário das vendas de imóveis novos, as de imóveis usados não resultam necessariamente na geração de emprego ou renda, como é o objetivo do PAC. Daí a estranheza com relação ao uso desses dados, o que pode ter sido feito apenas para inflar os resultados.
Outra parcela importante refere-se aos investimentos das estatais, de R$ 126,3 bilhões (31%). A Petrobrás responde pela maior fatia desses investimentos, que seriam feitos pelas estatais com ou sem o PAC, pois eles são elementos essenciais do planejamento estratégico dessas empresas.
A terceira fatia mais importante corresponde aos investimentos das empresas privadas, de R$ 88,8 bilhões (ou 22% do total), e sobre eles o governo nada pode decidir. Há, ainda, as contrapartidas dos Estados e municípios (R$ 11,1 bilhões, ou 3%) e os financiamentos (R$ 5,1 bilhões, ou 1%).
A fatia do PAC que cabe exclusivamente ao governo do PT, originária do Orçamento-Geral da União, totalizou apenas R$ 35 bilhões, 9% do que a ministra anunciou ter sido executado. Esses números mostram que, apesar de tudo que tem anunciado e apesar do PAC, o governo continua a investir pouco, bem menos do que as necessidades do País.
O padrão do gasto oficial, dominado pelas despesas de custeio, continua ruim para a economia brasileira e para os cidadãos. Melhorá-lo exige a redução dos gastos correntes, mas as despesas que mais crescem no governo Lula são com o funcionalismo, razão pela qual, tirante o PAC, é pequena a fatia que sobra para investir.
Em resumo, o PAC, mal gerido, está longe de suas metas.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
OAB quer bloqueio de bens de Arruda e distritais para resguardar erário
- Veja aqui a íntegra da ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela/liminar, proposta hoje pela OAB contra Arruda e deputados distritais
OAB Nacional pede indisponibilidade de bens de Arruda e de distritais
Preso por tentativa de suborno no DF trabalhava para delator
Antonio Bento da Silva foi detido ao entregar R$ 200 mil a Edson Sombra, supostamente como suborno para obstruir investigação que aponta Arruda como chefe do mensalão.
da Agência Estado
PF prende suspeito de tentar subornar acusador de Arruda
A Polícia Federal prendeu ontem o servidor público Antônio Bento da Silva, membro do Conselho Fiscal do Metrô de Brasília, no momento em que entregava R$ 200 mil ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, supostamente como suborno para obstruir as investigações que apontam o governador José Roberto Arruda (sem partido) como chefe do esquema de corrupção desarticulado pela Operação Caixa de Pandora. Sombra foi o responsável por encorajar Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, a contar como funcionava o chamado "mensalão do DEM".
Em depoimento, Bento informou à polícia que o dinheiro lhe teria sido passado por Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda. Arantes será intimado a depor ainda hoje. Segundo a PF, o dinheiro foi apreendido no momento em que era entregue ao jornalista em um bar no bairro Sudoeste.
Se ficar comprovado que a tentativa de suborno partiu de Arruda, ele poderá até ser alvo de pedido de prisão por obstrução da Justiça. O jornalista relatou que há algum tempo vinha sofrendo assédio de Bento e resolveu relatar o caso à PF, que montou uma operação para flagrar a entrega do suborno.
O acordo proposto por Bento, que dizia falar em nome de Arruda, previa que o jornalista convencesse Durval a dar declarações favoráveis ao governador e plantasse no inquérito dados que facilitassem sua defesa. No seu depoimento, Sombra contou que pelo acordo Durval deveria dizer, por exemplo, que os vídeos com cenas de Arruda e outros mensaleiros recebendo dinheiro seriam editados.
A PF informou que, por enquanto, o caso está sendo investigado em inquérito desvinculado da Caixa de Pandora, porque há "questões nebulosas" a serem esclarecidas. A primeira é que Bento é diretor comercial do jornal O Distrital, no qual Sombra é diretor responsável e escreve editoriais. Numa das últimas edições, Sombra escreveu que havia "um Judas" traindo-o na empresa. Enquanto o jornalista depunha na PF, o nome de Bento foi retirado do expediente no site do jornal.
Por sua assessoria, Arruda disse que a denúncia é "uma farsa grotesca" e anunciou que ontem mesmo mandou demitir Bento do Conselho do Metrô, para onde teria sido indicado por Durval. "É só ligarem os fatos: Sombra é amigo de Durval e chefe de Bento, que agora aparece com essa história fantasiosa."
Do Jornal o Estado de S. Paulo
Corrupção no DF é tema de audiência entre o presidente do STF e deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, recebeu, nesta quarta-feira (4), o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que veio buscar informações sobre o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4362 promovida pela Procuradoria Geral da República contra dispositivo da Lei Orgânica do Distrito Federal que determina que a ação contra o governador só pode ser iniciada com a autorização de dois terços dos deputados distritais.
O deputado disse ter manifestado preocupação com a situação política do Distrito Federal e confia numa decisão rápida do Poder Judiciário para, dentro da legalidade e da institucionalidade, resolver a crise através do julgamento da ADI. Para ele, está muito claro que a Câmara Legislativa está comprometida, com oito parlamentares diretamente envolvidos no escândalo, e o que está havendo é a obstrução da justiça por aquelas pessoas que são acusadas.
De acordo com Rodrigo Rollemberg, a jurisprudência vem avançando, especialmente com a Emenda Constitucional 35, que retirou a obrigatoriedade da Câmara e do Senado de autorizar processo contra deputados e senadores. “No nosso entendimento, não cabe as Câmaras Legislativas e Assembleias Estaduais impedirem ou terem que autorizar que se promova justiça através das ações do Superior Tribunal de Justiça”, disse.
Andamento da ADI
Proposta pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a ação chegou ao Supremo Tribunal Federal no dia 17 de dezembro de 2009 para impugnar o disposto no art. 60, inciso XXIII, da Lei Orgânica do Distrito Federal. O dispositivo estabelece que compete, privativamente, à Câmara Legislativa do Distrito Federal autorizar, por dois terços dos seus membros, a instauração de processo contra o Governador, o Vice-Governador e os Secretários de Governo.
A ação pedia a concessão de medida cautelar para que a aplicação do dispositivo fosse suspensa, considerando a iminência de denúncia criminal pelo Ministério Público Federal contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e que o ato normativo condiciona o recebimento dessa denúncia à prévia autorização da Câmara Distrital, pelo voto de 2/3 dos deputados.
No dia 18 de dezembro, o ministro Dias Toffoli decidiu não fazer a análise liminar do pedido e aplicou ao processo o rito abreviado para análise de ADIs, previsto no artigo 12 da Lei 9.868/99 (Lei das ADIs). O dispositivo permite suprimir o julgamento da liminar e passar diretamente para a análise do mérito da ADI, pelo Plenário, considerada a relevância da matéria e sua importância para a ordem social e segurança jurídica.
O ministro solicitou informações à Câmara Legislativa do DF e determinou a abertura de vista do processo para a Advocacia Geral da União (AGU) e para a Procuradoria Geral da República (PGR), sucessivamente, dando prazo de 5 dias para cada.
Fonte: STF
Câmara Legislativa do DF pede suspensão de ato que impediu distritais de participar de processo de impeachment do governador
A decisão questionada é a Ação Civil Pública nº 1832 movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios contra a Câmara Legislativa, a Mesa Diretora, os deputados distritais Aylton Gomes, Benedito Domingos, Benício Tavares, Eurides Brito, Júnior Brunelli, Leorinado Prudente, Rogério Ulisses, Roney Nemer, os suplementes Berinaldo Pontes e Pedro do Ovo, bem como contra o Distrito Federal.
De acordo com a ação, os parlamentares são citados em inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar denúncias feitas por Durval Barbosa Rodrigues em relação a supostos crimes contra o erário em escândalo de corrupção no DF.
Diante dessas denúncias, a Ordem dos Advogados do Brasil solicitou pedido de impeachment que será analisado pela Câmara Legislativa. Com isso, o MP propôs ação civil pública para buscar garantir que a tramitação de tal processo ocorra orientada por decisões tomadas em órgãos isentos, sem a participação dos deputados distritais mencionados no processo.
Na STA 413, a Câmara Distrital pede a concessão da suspensão da liminar ao argumento de que a lesão à ordem pública no caso é evidente e em razão do grande prejuízo às atividades do Legislativo distrital promovido pela decisão contestada. “A tutela antecipada concedida pelo juízo singular da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF feriu, de uma só vez, a competência para afastar deputados de suas atribuições constitucionalmente deferidas, independência do Legislativo, o sufrágio popular e mais uma série de princípios jurídicos”, afirma a defesa.
Na ação também é solicitada urgência na apreciação do pedido, uma vez que o processo de impeachment deverá terminar em 120 dias, “devendo a decisão recorrida ser suspensa de imediato”. No mérito, solicita a ratificação da liminar para que seja suspensa a antecipação de tutela até o trânsito em julgado da ação civil proposta.
O pedido de Suspensão de Tutela Antecipada foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes
Fonte: STF
M.S : Justiça nega pedido de Policial Rodoviário Federal acusado de corrupção
Turma seguiu parecer do MPF e manteve a ação penal movida contra Ednilson Teotônio Farias
O Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3) negou habeas corpus em favor do policial rodoviário federal Ednilson Teotônio Farias, réu da Operação Diamante Negro, e manteve ação em que ele é acusado de corrupção. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Teotônio Farias estaria envolvido em um esquema que facilitava o contrabando e o descaminho de cargas de veículos irregulares no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Paranaíba, em Mato Grosso do Sul.
Em conjunto com outros policiais rodoviários federais, todos lotados e em exercício no posto da PRF em Paranaíba, Teotônio Farias exigia valores entre R$ 50,00 e R$ 150,00 para não fiscalizar, multar ou apreender caminhões em situação irregular. Os policiais foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, concussão (extorsão cometida por funcionário público) e corrupção passiva.
O habeas corpus ajuizado contra o ato da 1ª Vara de Três Lagoas (MS), que recebeu a denúncia, pretendia o trancamento da ação penal, alegando que a denúncia era baseada em suposições por não possuir indícios da participação do réu na prática dos crimes, além da ausência de provas.
Em parecer do Ministério Público Federal, o procurador regional da República Sergei Medeiros Araújo afirmou que as alegações feitas no habeas corpus eram improcedentes, "tendo em vista o vasto conjunto probatório colacionado no curso do inquérito policial, inclusive com a produção de interceptação telefônica em que foi efetivamente provado o esquema de corrupção, bem como os indícios da participação do paciente nesse esquema". Dessa forma, o MPF opinou pela denegação do pedido do policial.
Por unanimidade a 5ª Turma do TRF-3 seguiu parecer do MPF e negou o pedido de habeas corpus de Ednilson Teotônio Farias.
Fonte: do MPF
Corumbá (MS) : Acordo pretende regularizar construções civis no Forte Coimbra
Acordo estabelecido entre o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS), Exército e Secretaria de Patrimônio da União (SPU) permitirá a regularização de moradias localizadas em área federal de dez mil hectares no Forte Coimbra, em Corumbá. A regularização será efetivada através de Concessão de Direito Real de Uso Resolúvel, que permite a transferência da concessão, mas mantém a propriedade da União. Ainda não ficou decidido se a regularização, a cargo da SPU, será implementada individualmente ou de forma coletiva.
Também se pretende obter recursos federais para recuperação e melhoria das habitações que se encontram em situação precária e implantação de equipamentos públicos, urbanização e saneamento básico, além da concessão de financiamento para construção de novas moradias. O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) deverão pronunciar-se sobre a adequação das regularizações na forma proposta.
Fonte: da Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul
MPF/MT quer que senador devolva R$ 25 mil da verba indenizatória
De acordo com ação civil pública por improbidade administrativa, Osvaldo Sobrinho, nos dois primeiros meses de mandato, utilizou 83% dos recursos concedidos pelo Congresso Nacional para custear atividades empresariais
O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) pediu à Justiça, por meio de uma ação civil pública por improbidade administrativa, que o senador mato-grossense Osvaldo Sobrinho restitua à União R$ 25 mil referentes ao uso indevido de verba indenizatória. Segundo a ação, protocolada na segunda-feira, 1º de fevereiro, nos dois primeiros meses de mandato, Osvaldo Sobrinho utilizou 83% dos recursos concedidos pelo Congresso Nacional para o ressarcimento de gastos com a atividade parlamentar para custear as próprias atividades empresariais.
Em setembro de 2009, quando Jayme Campos se licenciou do cargo de senador da República para promover sua candidatura ao governo do estado, Osvaldo Sobrinho, então secretário de Governo da Prefeitura de Cuiabá e segundo suplente de Jayme, assumiu a vaga no Congresso.
Osvaldo Sobrinho, que é empresário do ramo de comunicação, possui diversas concessões de rádio e retransmissoras de TV afiliadas da Rede Record no interior de Mato Grosso. Conforme o site Portal da Transparência do Senado Federal, que publica os gastos dos agentes políticos, ainda no mês de setembro de 2009, o senador foi reembolsado em R$ 13 mil por ter feito despesas com a empresa Alvorada FM e Publicidade, como se elas fizessem parte de divulgação de atividades parlamentares.
Contudo, de acordo com a ação, por estar apenas dois meses no cargo de senador, Osvaldo Sobrinho não tinha atividade parlamentar para ser divulgada e, ainda que tivesse, não precisaria da verba indenizatória para dar publicidade aos atos dele, já que era dono da empresa escolhida para realizar o trabalho. A rádio Alvorada FM e Publicidade, segundo o próprio site da emissora pertence ao senador.
Fonte: da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República em Mato Grosso