As três salas que compõem o gabinete do prefeito de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, não somam 100 metros quadrados. Mas o departamento de pessoal da prefeitura aponta que 140 profissionais contratados por meio de empresas terceirizadas trabalham naquele espaço. Até mesmo por uma impossibilidade física, os donos desses salários não comparecem diariamente ao trabalho. Eles integram o exército de pelo menos 16 mil terceirizados que incharam a prefeitura de Campos ao mesmo tempo em que os royalties da exploração do petróleo na costa vitaminaram os cofres da cidade. O orçamento municipal deste ano está estimado em R$ 1,3 bilhão.
"Nem se eu quisesse convocar todo mundo caberia no gabinete. Só na secretaria particular, ao lado, há outros 20 terceirizados", espanta-se o prefeito Roberto Henriques (PMDB), que diz ter dificuldades para honrar a folha de pagamento mensal de R$ 62 milhões. Ele afirma que o quadro atual de funcionários conta com 13 mil estatutários e 16 mil terceirizados. Juntos, informa a prefeitura, custam R$ 2 milhões por dia à cidade, berço político do casal Garotinho.
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da Agência Estado
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