´´De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.`` Rui Barbosa

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CPI está terminando melancolicamente, diz Marisa Serrano

Presidente da comissão que investiga o uso dos cartõe desabafa antes de começar depoimento de Matilde

BRASÍLIA - A presidente da CPI Mista dos Cartões Corporativos , senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), afirmou nesta quarta-feira, 9, que a CPI "está terminando melancolicamente". O desabafo foi feito pouco antes de se iniciar o depoimento da ex-ministra da Promoção da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, para um plenário de maioria esmagadora de parlamentares do PT, em solidariedade à ex-ministra, no qual só estão presentes dois oposicionistas, os deputados Vic Pires (DEM-PA) e Índio da Costa (DEM-RJ).

"Não temos mais o que dizer ou investigar aqui", declarou Marisa Serrano, sem mencionar os vários requerimentos feitos pela Oposição e rejeitados pelos parlamentares da base aliada ao longo dos trabalhos da Comissão. A CPI tem marcados três depoimentos para esta quinta.

Por decisão do presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), o 1º secretário da Mesa, senador Efraim Moraes (DEM-PB), leu na última terça o requerimento de criação de uma CPI exclusiva destinada a investigar denúncias de uso irregular de cartões corporativos do governo federal. O requerimento foi apresentado pela oposição com o objetivo de aprovar, em uma CPI exclusivamente do Senado, os pedidos de convocação de autoridades do governo rejeitados na CPI Mista dos Cartões Corporativos.

A CPI irá funcionar paralelamente à comissão mista já instalada com membros do Senado e Câmara para apurar o uso dos cartões corporativos. A nova CPI, segundo parlamentares, terá por objetivo ainda apurar o vazamento de um dossiê que teria sido montado na Casa Civil sobre as despesas feitas no governo Fernando Henrique Cardoso.

do Estadão.com

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