Durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, nesta quarta-feira (9), o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Fernando da Costa Lacerda, defendeu a manutenção do sigilo de gastos com cartões corporativos de funcionários da Presidência da República. Ele considera a preservação desse sigilo fundamental para a manutenção da segurança da Presidência da República.
- O rigor da segurança do primeiro mandatário do país tem que ser observado em todos os aspectos. O sigilo é absolutamente necessário. Os profissionais que trabalham na segurança do presidente da República são pessoas capacitadas, muitos com cursos no exterior, e têm que ser protegidos - afirmou.
Lacerda explicou que apenas 16,9% dos gastos da Abin são considerados sigilosos e que, apesar de estarem nessa condição, são auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por órgão de controle interno do Poder Executivo. O dirigente informou ainda que, em 2007, a agência recebeu orçamento de R$ 69 milhões, dos quais R$ 11 milhões ficaram sob a chancela de sigilo.
- Mas sigilo não significa inexistência de controle sobre esses gastos - assegurou.
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da Agência Senado
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