´´De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.`` Rui Barbosa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Subprocuradora pede inconstitucionalidade de artigo da Lei Orgânica do DF

Representação feita ao procurador-geral da República pede que seja proposta ação direta de inconstitucionalidade contra dispostivo que prevê autorização da Câmara Legislativa para abertura de ação penal contra governador do DF

A subprocuradora-geral da República Raquel Dodge pediu ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que examine a possibilidade de pedir a declaração de inconstitucionalidade do inciso XXIII do artigo 60 da Lei Orgânica do Distrito Federal. O dispositivo em questão condiciona a abertura de ação penal contra o governador do DF à autorização da Câmara Legislativa pelo voto de dois terços de seus membros.

Para Raquel, o inciso é incompatível com o artigo 105, inciso I, alínea 'a', da Constituição Federal, que dá competência ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) de processar e julgar, nos crimes comuns, os governadores dos estados e do Distrito Federal. Segundo a subprocuradora, o comando constitucional não estabelece condição de procedibilidade para abertura da ação penal no STJ. Por isso, norma distrital também não poderia fazê-lo, pois limita a livre atuação do tribunal.

A redação original da Constituição Federal de 1988 previa a possibilidade de Constituições estaduais instituírem a imunidade criminal de governador, submetendo a um crivo político a instauração da ação penal. A Emenda Constitucional nº 35, no entanto, aboliu a exigência de licença prévia do Legislativo (Câmara dos Deputados ou Senado) para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar criminalmente os membros do Congresso Nacional.

Na representação enviada ao PGR, a subprocuradora pede análise sobre a licença prévia do Legislativo local para processar governadores.

Caixa de Pandora – A subprocuradora-geral da República Raquel atua, representando o MPF, no Inquérito 650, do STJ, conhecido como Operação Caixa de Pandora. Na representação, ela diz que a investigação contém indícios consistentes de que o governador do DF, José Roberto Arruda, participa de esquema de desvio e de apropriação de dinheiro público, arrecadados por pessoas por ele designadas junto a empresas que prestam serviços de informática a várias entidades do DF.

“Na data de ontem (15 de dezembro), a Câmara Legislativa do Distrito Federal antecipou o início do recesso de final de ano, inviabilizando a possibilidade de receber e de deliberar sobre eventual pedido de licença para abertura de ação para processar o governador, o que caracteriza periculum in mora, a justificar o requerimento de medida liminar ao egrégio Supremo Tribunal Federal”, argumentou.

Veja aqui a íntegra da representação.

Fonte: da Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria Geral da República

Receita Federal aperta o cerco sobre empresas devedoras

Brasília - A Receita Federal fechou o cerco contra empresas que reincidem no descumprimento das obrigações tributárias. A partir de 2010, o órgão vai intensificar a fiscalização de pessoas jurídicas que reiteradamente estão com impostos em atraso.

As novas regras constam de instrução normativa publicada ontem (17) no Diário Oficial da União. Com a medida, a Receita poderá reforçar a fiscalização desses contribuintes suspeitos, incluindo a presença permanente de auditores fiscais nas empresas e o registro eletrônico de todas as operações num programa de computador fornecido pelo órgão, além do controle sobre a emissão de documentos e notas fiscais.

Os devedores contumazes também poderão ter o período de recolhimento reduzido pela metade. Assim, em vez de esperar até o final de janeiro para pagar os tributos relativos a dezembro, a empresa terá de recolher tudo até o dia 15 do mês seguinte

Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita, Marcos Vinicius Neder, a fiscalização tem como objetivo coibir a inadimplência, principalmente entre as pequenas e médias empresas, e não está concentrada em setores específicos, mas em toda a economia. Ele, no entanto, disse não ser possível estimar o número de empresas que podem ser atingidas pela nova regra.

“As delegacias regionais da Receita conhecem os devedores contumazes. Como os próprios auditores indicarão as empresas suspeitas e esse procedimento ainda não foi posto em prática, não dá para prever quantos contribuintes podem ser atingidos pela medida”, justificou Neder.

O reforço na fiscalização também será aplicado para empresas que impedirem a fiscalização da Receita, não fornecendo livros e documentos ou negando acesso ao estabelecimento. A medida valerá ainda nos casos em que os auditores constatam o controle da empresa por pessoas que não sejam os verdadeiros titulares, sócios ou acionistas.

O procedimento estava autorizado por uma lei de 1996, mas em 13 anos, segundo o subsecretário, só foi aplicado quatro vezes por problemas operacionais. “Antes, era o próprio secretário da Receita que tinha de autorizar o reforço da fiscalização empresa por empresa. Agora, a ordem virá das superintendências regionais.”

De acordo com Neder, o reforço na fiscalização contra devedores reincidentes restringirá a concorrência desleal, na medida em que menos empresas passarão a tirar vantagem da sonegação e competir de forma ilegal. “Diversas decisões do Supremo [Tribunal Federal] proíbem a Receita de fechar os estabelecimentos sob suspeita. Então, decidimos intensificar a fiscalização na boca do caixa.”

da Agência Brasil

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DF destina R$ 505 milhões em 2010 a empresas investigadas em mensalão

Emendas beneficiam sete empresas citadas em inquérito do STJ.Orçamento do DF foi aprovado na madrugada desta quarta-feira.

O orçamento do Distrito Federal para 2010, aprovado na madrugada desta quarta-feira (16) pela Câmara Distrital, prevê o repasse de R$ 505 milhões a empresas ligadas ao suposto esquema de distribuição de propina a aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). O projeto foi aprovado por 16 dos 24 deputados distritais. Dois parlamentares não comparecerem à sessão.

Leia + aqui

Fonte: Do G1, com informações do DFTV

Polícia Federal entrega relatório parcial da Operação Caixa de Pandora ao STJ

Brasília - A Polícia Federal (PF) entregou ontem (16) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o relatório parcial do inquérito sobre o suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal deflagrado pela Operação Caixa de Pandora. No documento, a PF pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

O relatório inclui a análise do material apreendido pela PF em 27 de novembro. A perícia dos computadores e documentos revela detalhes da suposta distribuição de propina que, segundo a denúncia, envolve o governador José Roberto Arruda, seu vice, Paulo Octávio (DEM), e deputados distritais.

O ministro do STJ Fernando Gonçalves, relator do inquérito, encaminhará o documento para análise do Ministério Público, que deverá se pronunciar sobre a necessidade de novas buscas e apreensões.

da Agência Brasil

Enquanto Isso ........

Arruda viaja para Copenhague

Brasília - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido) está em Copenhague, na Dinamarca, onde ocorre a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). Arruda viajou ontem (15) e no exercício do cargo de governador ficou o vice Paulo Octávio.

O governador José Roberto Arruda é acusado, conforme investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, de envolvimento em um esquema de pagamento de propina para deputados distritais, assessores e empresário no DF.

O governador tem sido alvo de manifestações promovidas por estudantes e entidades sindicais que pedem a sua saída do governo do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

Collor pede adiamento de votação do relatório da CPI

BRASÍLIA - Pelo segundo dia consecutivo, o senador Fernando Collor (PTB-AL) pediu o adiamento da votação do relatório final da CPI da Petrobras. Collor havia pedido vista do relatório ontem, durante reunião marcada para votar o texto. O presidente da comissão, senador João Pedro (PT-AM), deu prazo de apenas 24 horas para o senador alagoano analisar o parecer, apesar de Collor ter pedido pelo menos cinco dias.

Hoje, pouco antes da nova reunião, Collor se reuniu com o relator das investigações, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e pediu mais um dia de prazo, pois deverá apresentar um adendo ao texto. Jucá disse não saber qual o teor da emenda que Fernando Collor pretende propor. A assessoria de imprensa de Collor disse que o senador não falará sobre o assunto com a imprensa.

Uma nova reunião foi marcada para hoje. A oposição abandonou a CPI da Petrobras há cerca de um mês e, por isto, não deve haver objeção ao relatório de Romero Jucá.

No relatório, de 357 páginas, o líder do governo no Senado e relator das investigações, senador Romero Jucá (PMDB-RR), isenta a Petrobras de supostas irregularidades apontadas pela oposição no requerimento de criação do colegiado. Além de não apontar responsáveis ou irregularidades, Jucá apresenta a sugestão de um projeto de lei com um novo marco regulatório para licitações feitas pela estatal e faz algumas recomendações à empresa para "correção de falhas e aprimoramento".

Fonte: Carol Pires / Agência Estado

CPI da Petrobras

Veja a íntegra do relatório.

É o relatório final do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga suspeitas de irregularidades na Petrobras.

Fonte: Agência Senado

Lançado portal para acompanhamento de gastos com a Copa do Mundo de 2014

A Rede de Fiscalização e Controle da Copa de 2014 lançou na tarde de ontem terça-feira (15), na Câmara dos Deputados, um portal que permitirá o acompanhamento pela internet dos gastos públicos com a preparação do evento. O portal tem a participação das Comissões de Fiscalização e Controle do Senado e da Câmara, além de representantes dos Tribunais de Contas da União e dos estados e cidades-sede da Copa de 2014 e já pode ser acessado a partir de hoje no link abaixo:

www.senado.gov.br/fiscaliza2014.

Fonte: da Agência Senado

Prisão civil de depositário infiel e progressão de regime em crime hediondo são tema de duas novas súmulas vinculantes

Duas novas Propostas de Súmula Vinculante (PSV), nº 30 e 31, foram aprovadas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão da tarde desta quarta-feira (16). A primeira delas refere-se à progressão de regime de cumprimento de pena por crime hediondo equiparado e a segunda trata da proibição de prisão civil de depositário infiel.

As aprovações das súmulas ocorreram durante análise das PSVs apresentadas à Corte pelo ministro Cezar Peluso. Durante o julgamento, os ministros fizeram alguns ajustes de redação na Proposta de Súmula Vinculante nº 30, que foi aprovada por maioria dos votos, vencido o ministro Marco Aurélio.

Segundo este verbete, para haver progressão de regime do cumprimento de pena em caso de crime hediondo ou equiparado, cometido antes de 29/03/2007, o juiz da execução aplicará o artigo 112 da Lei de Execuções Penais (LEP), que prevê a progressão pelo cumprimento de 1/6 da pena no regime anterior (requisito objetivo) e pelo bom comportamento carcerário (requisito subjetivo). Alternativamente, o magistrado poderá determinar, de forma motivada, a realização de exame criminológico.

Já a PSV nº 31, sobre a proibição de prisão civil de depositário infiel em qualquer modalidade de depósito, foi aprovada por unanimidade, não havendo discussão, em Plenário, sobre o tema.

Confira os verbetes aprovados pelo Plenário:

Proposta de Súmula Vinculante nº 30 – “Para efeito de progressão de regime de cumprimento de pena, por crime hediondo ou equiparado, praticado antes de 29 de marco de 2007, o juiz da execução, ante a inconstitucionalidade do artigo 2º, parágrafo 1º da Lei 8.072/90, aplicará o artigo 112 da Lei de Execuções Penais, na redação original, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche ou não os requisitos objetivos e subjetivos do benefício podendo determinar para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico”.

Proposta de Súmula Vinculante nº 31 – “É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito”.

Origem

O instituto da súmula vinculante foi criado a partir da Emenda Constitucional 45/04 (Reforma do Judiciário) para pacificar a discussão de questões examinadas nas instâncias inferiores do Judiciário. Após sua aprovação, por no mínimo oito ministros, e publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJe), a súmula vinculante permite que agentes públicos, tanto do Poder Judiciário quanto do Executivo, passem a adotar a jurisprudência firmada pelo STF.

Fonte: STF

Suborno Transnacional: quem paga o preço?

A luta contra a corrupção é uma batalha que deve ser realizada e uma batalha difícil. É uma batalha que podemos e devemos vencer.

A corrupção enfraquece nossas economias, distorce a competição e restringe o progresso social. A corrupção de funcionários públicos estrangeiros gera os mesmos efeitos. Avalie quem paga o preço da corrupção transnacional. Pessoas comuns pagam o preço quando obras públicas de má qualidade são construídas por empresas que conseguem vantagens oferecendo suborno. Pequenas empresas pagam o preço quando perdem contratos por não terem recursos para pagar subornos. Nações inteiras pagam o preço quando, por conta da corrupção, empresas estrangeiras não mais comercializam ou investem no país.

A luta contra a corrupção mostra-se atualmente mais importante que no passado, face à recente crise econômica e o grande impacto social e humano causado tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. Além disso, os cortes orçamentários causados pela crise exigem dos países mais efetividade na alocação dos recursos públicos.

É em momentos como esses que é preciso estar mais atentos e vigilantes. Esse contexto econômico pode aumentar a suscetibilidade das empresas à prática de atos de corrupção, especialmente em licitações.

No Dia Internacional Contra a Corrupção, foi celebrado o 10º aniversário da entrada em vigor da Convenção da OCDE contra o Suborno de Funcionários Públicos Estrangeiros. Ao ratificar a convenção em 2000, o Brasil concordou em criminalizar a conduta de oferecer, prometer ou dar vantagem indevida a funcionário público estrangeiro no intuito de determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional.

Desde a ratificação da Convenção da OCDE contra Corrupção, fizemos avanços significativos no sentido de eliminar o suborno de funcionários públicos estrangeiros. O governo brasileiro vem fortalecendo suas atividades voltadas para a mobilização, orientação e conscientização de empresas sobre as medidas existentes para promoção da integridade e prevenção da corrupção e do suborno transnacional. Outras iniciativas adotadas e que objetivam proteger a concorrência no setor privado incluem o lançamento do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) – www.portaldatransparencia.gov.br/ceis/ - um banco de dados publicado na internet com informações sobre empresas punidas pela prática de atos de corrupção e fraude em licitações e contratos públicos, e o estabelecimento da obrigação de que as empresas apresentem declaração de elaboração independente de proposta (não-conluio) nos procedimentos licitatórios da Administração Pública Federal.

A partir de agora, o Brasil está adotando estratégias e projetos específicos para engajar, mobilizar e orientar pequenas e médias empresas sobre assuntos como integridade e boas práticas de governança corporativa, assim como medidas de prevenção e combate à corrupção de agentes públicos nacionais e estrangeiros. Essas iniciativas buscam abrir caminho para um ambiente empresarial livre da corrupção, por meio da conscientização das empresas de que a corrupção é uma proposta perdedora, já que contribui apenas para a distorção da competição e para a erosão dos mecanismos de livre mercado.

Há dez anos, empresas consideravam a corrupção e atos relacionados como uma prática rotineira do ambiente empresarial. Hoje, nos 38 Estados Partes da Convenção da OCDE, é ilegal corromper funcionários públicos estrangeiros. O resultado disso é que, desde 1999, ano de entrada em vigor da convenção, os Estados Partes já sancionaram mais de 150 indivíduos e empresas por corrupção e crimes relacionados, e estão em curso aproximadamente mais 250 investigações de denúncias de corrupção abrangidas pela Convenção.

É um resultado significativo. No entanto, nossa luta contra a corrupção pode ser ainda mais efetiva, caso mais países assinem a Convenção da OCDE contra a Corrupção. Encorajamos a todos que o façam.

Finalmente, seguindo os sucessos obtidos com a Convenção, os 38 Estados Partes decidiram dar um passo além e assinar uma nova Recomendação contra a Corrupção em novembro de 2009. A nova recomendação reforça nossas habilidades de prevenir, detectar e punir o crime de suborno transnacional, ao estabelecer novas medidas para combater o pagamento de pequenas facilitações, para proteger denunciantes de boa-fé e para melhorar a coordenação entre agentes públicos e autoridades persecutórias.

A mensagem que nós, Estados Partes da Convenção da OCDE e da nova Recomendação, queremos transmitir sobre o suborno de funcionários públicos estrangeiros é clara: os únicos que devem pagar o preço por esse crime são aqueles que o praticam.

Fonte: da CGU

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Será que passa ?

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei tornando mais rigorosas as punições por crimes de corrupção quando cometidos por autoridades dos primeiros escalões dos três Poderes da República, nos três níveis da administração pública: federal, estadual e municipal.

O projeto propõe aumentar de dois para quatro anos a pena mínima aplicável nos caso de corrupção ativa ou passiva, peculato e concussão. Além disso, passa a considerar esses crimes hediondos (quando praticados por altas autoridades), e, portanto, inafiançáveis, bem como passíveis de decretação de prisão temporária de 30 dias renováveis por igual período, sendo vedada a anistia, graça e indulto.

Com esses crimes considerados hediondos, seus praticantes perderão o direito à liberdade condicional; terão de cumprir o período inicial da pena em regime fechado e terão ainda prazos maiores para progressão da pena (2/5 e não 1/6, como atualmente) e livramento (2/3 e não1/3, como é hoje).

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente Lula

da Assessoria de Comunicação Social da CGU

Aprovada resolução do CNJ que dará maior transparência ao Judiciário

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (15/12), por unanimidade, a resolução que dará maior transparência aos gastos do Judiciário brasileiro. A resolução, proposta pelo conselheiro Marcelo Neves, regulamenta a publicação de informações referentes à administração orçamentária e financeira dos tribunais de todo o país, na internet, criando uma espécie de Sistema Integrado de Administração Financeira do Judiciário, uma alusão ao Siafi utilizado pelo Governo Federal. "Esse talvez seja um dos passos mais importantes do CNJ, pois disciplina um modelo de transparência no que diz respeito à execução orçamentária do Judiciário", destacou o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes.

De acordo com o ministro, a resolução permitirá um maior controle dos gastos do Judiciário. Ela determina que os tribunais publiquem em seus sites na internet, as despesas com pessoal, gratificações, aluguel, diárias, serviços de comunicação, limpeza, conservação e também os recursos utilizados para construção e reforma de imóveis. As informações devem ser incluídas em um link intitulado "transparência". A ideia é permitir que qualquer cidadão tenha acesso a essas informações, garantindo um maior controle das despesas do Judiciário. Os tribunais deverão atualizar até o 20º dia de cada mês, a partir de fevereiro de 2010, os gastos gerais com pessoal e serviços. Também terão até o dia 31 de março de 2010 para informar os demonstrativos detalhados dos anos de 2007, 2008 e 2009.

Antes de ser levada a plenário nesta terça-feira (15/12), a proposta de resolução foi submetida à consulta pública no site do CNJ e algumas das sugestões encaminhadas foram incorporadas ao texto final. O ministro Gilmar Mendes destacou que a necessidade de criar mecanismos de controle das despesas do Judiciário surgiu dos resultados das inspeções promovidas pela Corregedoria Nacional de Justiça em diferentes tribunais brasileiros. "As inspeções identificaram assimetrias e revelaram problemas nessa área e no processo de controle das despesas", lembrou o ministro. O conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, por sua vez, destacou que a resolução, aliada ao planejamento estratégico do Judiciário, é fundamental para garantir a transparência e assim promover a modernização dos tribunais brasileiros.

da Agência CNJ de Notícias

MPF vê superfaturamento na obra de reforma de Congonhas e acusa 11

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ingressa hoje com ação civil pública contra funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e dirigentes do consórcio formado pelas empreiteiras OAS/Camargo Corrêa/Galvão e da Planorcon Projetos Técnicos Ltda por supostas irregularidades nas obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, realizadas entre 2004 e 2007. Os 11 citados (cinco da Infraero, cinco do consórcio e um do projetista) são acusados de improbidade administrativa.

Além de direcionamento da licitação, foram detectados sobrepreço de R$ 18 milhões e superfaturamento de quase R$ 13 milhões. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou, por exemplo, que as pontes de embarque de passageiros (fingers, no jargão em inglês), cujo preço de mercado gira em torno de R$ 630 mil cada, foram adquiridas pela Infraero por R$ 2,2 milhões. Os técnicos dizem ainda ter encontrado no edital exigências que restringiam e direcionavam a concorrência. "Foram definidos critérios que, na prática, tornaram praticamente irrelevante a oferta de preços", assinala a procuradora da República Suzana Fairbanks Lima de Oliveira.

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da Agência Estado

Câmara do DF aprova orçamento e entra em recesso

BRASÍLIA - A Câmara Legislativa do Distrito Federal entra oficialmente em recesso parlamentar a partir de hoje, depois de votar Orçamento para 2010. A votação se estendeu até a madrugada. No entanto, os deputados distritais aprovaram convocação extraordinária da Casa a partir de 11 de janeiro para dar continuidade às investigações das denúncias de corrupção contra o governador José Roberto Arruda (que se desfiliou do DEM).

As informações sobre o chamado mensalão do DEM vieram à tona com a Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 27 de novembro. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

Segundo a Câmara Legislativa, apesar da convocação, não haverá gastos extras para os cofres públicos. Em 11 de janeiro serão instaladas a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar as denúncias, desde 1991, e a comissão especial que analisará os pedidos de impeachment do governador.

Da Agência Estado

Portal da Transparência, traz informações relativos à Copa do Mundo de 2014

DECRETO Nº 7.034, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2009.

Dispõe sobre a divulgação, por meio do Portal da Transparência do Poder Executivo Federal, de dados e informações relativos à Copa do Mundo de Futebol de 2014.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no caput do art. 17 da Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, no art. 17, § 1o, inciso I, alínea “o”, da Lei no 12.017, de 12 de agosto de 2009, e no Decreto no 5.482, de 30 de junho de 2005,

DECRETA:

Art. 1o Será dada ampla transparência às ações do Governo Federal para a realização da Copa do Mundo de Futebol que se realizará na República Federativa do Brasil no ano de 2014, a fim de permitir seu pleno acompanhamento pela sociedade.

§ 1o O Portal da Transparência do Poder Executivo Federal divulgará, em seção denominada “Copa 2014”, os dados e informações referentes à realização do evento.

§ 2o Caberá à Controladoria-Geral da União - CGU promover a publicação dos dados e informações necessários ao cumprimento deste Decreto.

Art. 2o Os órgãos e entidades que administrem recursos e bens da União, inclusive mediante patrocínio, incentivos fiscais, subsídios, subvenções e operações de crédito, fornecerão à CGU os dados e informações necessários para a plena consecução dos objetivos deste Decreto.

Art. 3o Compete ao Ministro de Estado do Controle e da Transparência disciplinar, ouvidos os órgãos federais que mantenham interface com a matéria, o conteúdo da seção “Copa 2014”, que espelhará, no âmbito do governo federal, as obras, serviços, compras e outras iniciativas, compreendendo, entre outros, os seguintes elementos:

I - programa e ação governamental;
II - fontes de recursos e órgãos executores;
III - cronograma do empreendimento;
IV - editais;
V - contratos, convênios e instrumentos equivalentes;
VI - fotografias;
VII - operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento;
VIII - licença do órgão ambiental e autorização do órgão responsável pelo patrimônio cultural, quando for o caso; e
IX - relatório simplificado de acompanhamento da execução.

Parágrafo único. Ato do Ministro de Estado do Controle e da Transparência definirá os termos e prazos para envio dos dados e informações que comporão a seção “Copa 2014”, observado o disposto no caput.

Art. 4o Para fins do disposto no inciso VII do art. 3o, as instituições financeiras oficiais de fomento deverão enviar à CGU informações sobre a operação de crédito, tais como tomador e beneficiário, fontes de recursos, cronogramas de desembolso e de pagamento, vencimento, valor, garantias do contrato e da operação, situação da operação e, quando couber, sobre o empreendimento e seu acompanhamento.

Art. 5o Os órgãos e entidades da administração pública federal que firmarem acordos de cooperação técnica, convênios, contratos de repasse ou equivalentes com outros entes públicos ou privados relacionados com a realização do evento deverão fazer deles constar cláusulas específicas relativas à publicidade dos dados e informações nos termos deste Decreto.

Art. 6o As disposições deste Decreto não se aplicam aos dados e informações imprescindíveis à segurança dos eventos ou cujo sigilo esteja previsto na legislação.

Art. 7o Caberá aos órgãos integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal zelar pelo fiel cumprimento do disposto neste Decreto.

Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de dezembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

  • Veja também Decreto nº 7.033 de 15.12.2009 - que Dispõe sobre a divulgação, por meio do Portal da Transparência do Poder Executivo Federal, de dados e informações relativos aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pandora: relatório parcial sai na quarta

A Polícia Federal deve entregar ao Superior Tribunal de Justiça, na quarta (16), o relatório parcial do inquérito sobre o esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal. A PF também deve entregar um pedido para que os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos sejam quebrados e também deve pedir autorização judicial para novas buscas e apreensões. O relatório contém a análise de todo o material apreendido pela PF no último dia 27, que conta com 50 DVDs, discos rígidos, documentos etc.

do site www.claudiohumberto.com.br

Um trilhão em impostos

Mesmo com os pacotes de desonerações para estimular a economia, o governo federal chegou ontem à marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados em 2009. O cálculo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e da Associação Comercial de São Paulo - onde está instalado o "Impostômetro", painel que mantém atualizados em tempo real os valores pagos pelos contribuintes.

da Agência Estado

Acuado pelo ''mensalão do DEM'', Arruda dá R$ 248 mi a servidores

Alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pressionado por manifestações públicas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), resolveu abrir o cofre para tentar esvaziar o movimento pró-impeachment. Depois de quase 15 dias evitando atividades públicas, ele anunciou ontem duas medidas para agradar a funcionários públicos e militares do DF, no valor de R$ 248 milhões.

Arruda antecipou para sexta-feira o pagamento do salário de dezembro para todos os 45 mil servidores do Distrito Federal - entre ativos e inativos da administração direta, indireta, fundações, autarquias e empresas públicas. Tradicionalmente, o pagamento é feito no último dia útil do mês.

Da Agência Estado

Ministério do Esporte convida Protógenes para integrar Secretaria do Futebol

Delegado da PF diz que aceitou indicação e aguarda transferência.

Contudo, ele afirma que deve pedir afastamento para disputar eleição.

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Campo Grande MS: Orçamento Municipal para 2010 será votado em 2º turno nesta terça-feira

Os vereadores de Campo Grande analisam na sessão ordinária desta terça-feira (14) a peça orçamentária para 2010, em segunda discussão e votação. O projeto de lei nº 6.713/09, de autoria do Poder Executivo Municipal, que estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2010.

A proposta será votada em segundo turno de discussão. O Orçamento Municipal para 2010 já foi aprovado em primeiro turno na sessão ordinária do último dia 10 de dezembro, na qual o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e relator do Orçamento, vereador Mario Cesar apresentou o relatório da análise das Emendas propostas ao projeto.

Das 1.116 emendas protocoladas pelos vereadores, 40 receberam parecer favorável da Comissão por estarem compatíveis à apreciação, conforme disposto na Constituição Federal, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Cada parlamentar teve duas emendas aprovadas, as quais indicam suas prioridades contemplando os bairros da Capital. A proposta orçada em mais de R$ 1,7 bilhão contempla aos vereadores em R$ 40 milhões.

O referido projeto aprovado pelos vereadores, foi entregue à Câmara de Campo Grande, pelo Poder Executivo Municipal no dia 29 de setembro deste ano, no valor de mais de R$ 1,7 bilhões. De acordo com o relator do projeto, vereador Mario Cesar “o Executivo Municipal diante das dificuldades que ocorreram no ano de 2009, buscou efetuar uma Proposta Orçamentária para 2010 bem mais conservadora do que a de costume, ou seja, com um crescimento de apenas 10,27% em relação à Lei orçamentária do exercício anterior”, disse.

Confira as especificações das emendas de cada vereador:

Airton Saraiva (DEM) – Solicitando a Secretaria Municipal, de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra), a drenagem e pavimentação asfáltica dos birros Jardim Campo Limpo, Moema e Hardim Botânico I e II.

Alcides Bernal (PP) – Revitalização da praça B. José Abrão e pavimentação asfáltica e drenagem no bairro São Conrado.

Cabo Almi (PT) – Pavimentação asfáltica e drenagem dos trechos remanescentes do Jardim Anápolis e no bairro São Conrado.

Carlão (PSB) – Pavimentação asfáltica e drenagem pluvial da Avenida Cândido Garcia de Lima, no bairro Nova Lima; nas vias compreendidas entre a Rua Antonio Rahe e Avenida Alberto Araújo Arruda, ambas no bairro Mata do Jacinto.

Cristóvão Silveira (PSDB) – Drenagem e pavimentação asfáltica, na Vila Nasser, Vila Santa Luzia e Região; construção da praça residencial Novo Sergipe, Jardim Novos Estados.

Drº Jamal (PR) – Drenagem pluvial e pavimentação asfáltica no Jardim Aeroporto e construção do Centro de Saúde do Homem.

Dr° Loester Nunes (PDT) – Construção de praça e área de lazer, no bairro coronel Antonino e construção dos hospital do trauma no anexo da ABCG – Santa Casa.

Flávio César (PT do B) – Construção da escola, no bairro Moreninha IV e recuperação de área degredadad no novo aterro Sanitário.

Grazielle Machado (PR) – Pavimentação asfáltica e drenagem no bairro residencial Bataville. Aquisição de aparelho ecocardiograma na maternidade Cândido Mariano.

Herculano Borges (PSC) – Parque linear, córrego cabaça; reforma e ampliação da escola municipal Antonio Jardim Paniago e Jardim Itamaracá.

Lídio Lopes (PP) – Construção de uma praça para o esporte e lazer no bairro Indudrasil; asfalto e drenagem no bairro Amazonas incluindo a rua Biringa.

Magali Picarelli (PMDB) – Construção de uma praça no conjunto residencial Mata do Jacinto (na travessa augusta Marcondes da Silveira) e pavimentação asfáltica no bairro Jardim Centenário).

Marcelo Bluma (PV) – Implantação asfáltica no bairro Vilas Boas e construção da praça para lazer no bairro Vila Regina.

Mario César (PPS) – Construção de ponte ornamentais, no córrego Lagoa, localizado no Jardim Carioca e pavimentação asfaltica e drenagem pluvial na rua Aquário, no bairro Santa Emília.

Paulo Siufi (PMDB) - Pavimentação asfáltica no bairro Nova Etapa B e reforma do Pronto Socorro Pediátrico da Santa Casa.

Professora Rose (PSDB) – Implantação de infraestrutura urbana e drenagem na Avenida Filinto Muller e asfalto no bairro Nova Esperança e Vila Nhá-Nhá; aquisição de mil microfones amplificados para as salas de aulas.

Professor João Rocha (PSDB) - Construção da nova rotatória de acesso no bairro Nova Campo Grande; construção de sala de multi-uso no complexo esportivo do bairro São Conrado.

Clemêncio Ribeiro (PMDB) – Construção de uma Unidade Básica de Saúde da Família na Vila Carvalho; construção de ciclovia na Avenida Julio de Castilho.

Thais Helena (PT) – Construção de área de lazer e pista de cooper no bairro Coophavila II e pavimentação asfáltica nas ruas do bairro Jardim Sol Poente.

Vanderlei Cabeludo (PMDB) - Pavimentação asfáltica e drenagem nos bairros Oliveira I e III e revitalização da praça Ary Coelho.

Fonte: www.camara.ms.gov.br

Oscar Niemeyer, 102 anos

Kennedy Alencar entrevista Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer - Bloco 2
Oscar Niemeyer - Bloco 3

domingo, 13 de dezembro de 2009

Fantástico mostra como funciona o submundo jogo do bicho

Collor fala sobre os bastidores do poder 20 anos depois da eleição histórica de 1989

Collor fala dos bastidores do impeachment - parte 2

Às favas com a livre imprensa

Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal ratificou, na quinta-feira, a mordaça imposta ao Estado pelo desembargador Dácio Vieira no fim de julho, e este jornal continuou proibido de publicar reportagens sobre a Operação Barrica, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho mais velho do senador José Sarney. Como hoje faz 41 anos que o Ato Institucional nº 5 foi assinado, já tem gente desconfiada de que dezembro, e não novembro (quando se decretou o Estado Novo, em 1937), talvez seja "o mais cruel dos meses" para a Justiça brasileira.

Ao pôr seu jamegão no AI-5, o então ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, cunhou este imortal desabafo: "Às favas com os escrúpulos de consciência"- e a ditadura militar atarraxou as cravelhas. Nada do mesmo teor foi dito durante ou após o julgamento de quinta-feira, mas uma frase do decano do STF, Celso de Mello, um dos três magistrados que não engoliram os argumentos de "inviolabilidade da honra e da intimidade" invocados pelo desembargador, não me sai da cabeça: "O poder geral de cautela é o novo nome da censura em nosso país".

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da Agência Estado

O ''ópio'' do Ministério Público

Com base no relatório final da Operação Castelo de Areia e na documentação apreendida no seu decorrer pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) encaminhou na segunda-feira passada 18 pedidos de investigação a 6 órgãos federais e estaduais aptos a devassar contratos suspeitos entre empresas fornecedoras de bens e serviços à administração pública. Trata-se de uma razzia de grande porte. A empresa, no caso, é uma só, a Construtora Camargo Corrêa. Três de seus executivos, Fernando Arruda, Dárcio Brunatto e Pietro Banchi, já figuram como réus em ações penais. Os agentes públicos com os quais a empreiteira manteria relações promíscuas e que são considerados suspeitos de envolvimento em crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, além de ilícitos civis e eleitorais, incluem conselheiros de tribunais de contas, autoridades federais e estaduais, bem como parlamentares de 7 partidos (DEM, PC do B, PMDB, PSB, PSDB, PR e PT).

Continua AQUI

da Agência Estado

O imperador Arruda

O governador flagrado em corrupção produz novas imagens históricas: desta vez, no lugar de dinheiro, entra truculência, autoritarismo e repressão

Flagrado como o personagem central do esquema de corrupção mais escandaloso do País, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem se movimentado como um imperador para se manter no cargo. Míope diante das regras de um Estado democrático, ele não hesita em usar o poder para tentar conter as investigações contra si e não pensou duas vezes antes de recorrer à força a fim de evitar manifestações a favor do impeachment. Sob sua ordem, na quarta-feira 9, as ruas de Brasília foram ocupadas pela cavalaria da Polícia Militar do DF e acabaram sendo o cenário de um filme que os brasileiros não viam desde a repressão imposta pela ditadura militar contra os estudantes em 1968 no Rio de Janeiro. Para conter uma manifestação com cerca de duas mil pessoas, Arruda escalou 600 policiais. O Batalhão de Operações Especiais usou gás lacrimogêneo, cachorros e até um helicóptero, de onde atiradores de elite miravam a população com armas potentes. A cavalaria pisoteou os estudantes e não poupou nem os adolescentes, como aconteceu nas escadarias da Igreja da Candelária há 40 anos. Só faltaram os sabres. Oito pessoas foram feridas em frente ao Palácio Buriti, sede do governo local. “As agressões da polícia de Arruda violaram direitos constitucionais”, afirma o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, César Britto. “Houve um erro de intimidação contra os cidadãos. Não podemos deixar a Constituição ser rasgada.”

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da Revista Istoé

País da Grampolândia

Segundo o colunista Lauro Jardim da Revista Veja, No curso da Operação Castelo de Areia, o juiz paulista Marcio Milani concedeu uma autorização inédita na Justiça brasileira: a quebra de sigilo telefônico de todos os celulares do país (atenção, vale repetir: todos). O pedido da Polícia Federal, evidentemente, era para poder grampear alguns telefones. E Milani liberou o grampo para os 168 milhões de celulares ativos no país – o seu, inclusive, leitor. Imagine a festa que pode ter sido feita.

Fonte: da Revista Veja

Corrupção

Arruda teve seu próprio 'valerioduto'

O governo do Distrito Federal abasteceu nos últimos três anos, sem licitação, com pelo menos 14,4 milhões de reais, uma produtora que fez programas para o diretório do DEM em Brasília e cuidou da campanha do governador José Roberto Arruda em 2006. A forma de pagamento se assemelha ao esquema conhecido como "valerioduto", no qual empresas-mãe com grandes contratos com o governo repassavam dinheiro a integrantes do grupo político mediante subcontratações.

Veja Aqui

Da Revista Veja

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Lula propõe tornar corrupção crime hediondo

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou e envia hoje ao Congresso um projeto de lei que caracteriza como hediondos os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato e concussão. "Pode ser que não resolva, mas pelo menos a gente começa a passar para a sociedade (a ideia de) que não há impunidade. Está muito forte na cabeça das pessoas que o cara que rouba um pão vai preso e que o que rouba R$ 1 milhão não vai preso", disse o presidente, durante discurso na reunião realizada em um hotel de Brasília pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar o Dia Internacional contra a Corrupção.

O presidente anunciou que levará ao G-20 (países ricos e principais emergentes) sua proposta de aumento das penas a serem aplicadas aos condenados por corrupção. "O que é um paraíso fiscal senão corrupção? As pessoas não querem discutir isso porque mexe com direito de quem tem bala na agulha." Lula disse que, às vezes, o corrupto "é o cara que mais tem cara de amigo, é o que mais denuncia, porque acha que não será pego". E acrescentou: "Temos que fazer o que estiver ao nosso alcance, para que, se não for possível acabar com toda a corrupção, pelo menos acabar com a maior parte dela."

Na avaliação do presidente não há um país no mundo que disponha de um sistema de fiscalização maior do que o existente no Brasil. "Em muitos países, não aparece a corrupção, porque não há fiscalização", disse. Ele mencionou duas iniciativas: a vigia dos órgãos competentes e a iniciativa das pessoas de denunciar os crimes. Lula se referiu à fiscalização que deve ser exercida por órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP).

Exagero

Ao mencionar os órgãos de fiscalização, Lula - que tem reclamado da atuação do TCU contra suspeitas de irregularidades em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - fez a ressalva: "Tudo sem exagero, levando em conta que todo ser humano é inocente até que se prove o contrário." Em relação às denúncias de corrupção pelos cidadãos, o presidente afirmou que é necessário "motivar as pessoas a denunciarem com garantia de proteção".

"A punição tem que ser para o corrupto e para o corruptor. Ainda vai sair muita manchete com casos de corrupção. Prefiro que saia muita manchete do que não sair nada, e a gente estar sendo roubado e não saber." Para justificar a proposta de transformar a corrupção em crime hediondo, Lula citou duas situações que considera injustas: "Por que um cara que rouba um pãozinho vai preso, e um cara que rouba R$ 1 bilhão não vai preso? Se o cidadão mata uma paca, é crime inafiançável, mas se o cidadão rouba dinheiro que dá para comprar um milhão de pacas, (o crime) não é inafiançável."

Por LISANDRA PARAGUASSÚ E TÂNIA MONTEIRO - da Agência Estado

Dia Internacional de Combate à Corrupção


Pega Ladrão !

Corrupção: Relembrando alguns assuntos postados aqui

...... Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal revelam como o esquema de fraudes em licitações para a contratação de mão-de-obra terceirizada no Senado se repetiu na Esplanada dos Ministérios. A pasta de Minas e Energia prorrogou até 2009 um contrato sob suspeita. Diálogos mostram, segundo a investigação, como a empresa Conservo articulou a retirada de concorrentes da disputa e comprou o pregoeiro que comandou a licitação no ministério. Essa contratação é alvo de ação criminal já aceita pela Justiça Federal.....Veja AQUI

...... De praxe, Quase sempre são eliminadas as primeiras colocadas da disputa, até chegar naquela empresa que o órgão tem "preferência".....Veja AQUI

...... Na tentativa de evitar que a fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) continue a paralisar obras e para imprimir maior agilidade ao processo burocrático das licitações, o governo decidiu investir em duas frentes, enquanto aguarda o desejado acordo com os setores empresariais, jurídicos e políticos, que poderá dar rapidez aos projetos do pré-sal, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Ambas as iniciativas impõem limites à fiscalização do TCU.....Veja AQUI

...... Guia para orientar as empresas que se preocupam em construir um ambiente íntegro e de combate à corrupção......Veja AQUI

Dênis Carlos

PONTOGOVBRASIL

Combate à corrupção: cada “não” conta

As notícias na imprensa mostrando o envolvimento de empresários, políticos e funcionários públicos em casos de corrupção, desvio e uso indevido do dinheiro público provocam nos cidadãos um sentimento de inconformismo e de revolta. Os desfechos sem solução de episódios passados contribuem para minar confiança da população no governo e nas instituições do país, abrindo caminho para regimes autoritários. Nesse ponto, não se pode fazer concessões: simplesmente não é admissível que uma pessoa a serviço do público roube o dinheiro dos contribuintes.

Quando há corrupção, recursos que poderiam ser usados na melhoria das condições de vida das pessoas são perdidos — o que significa, por exemplo, menos serviços de saúde, de educação ou de segurança pública. Também ela gera um impacto devastador na economia, quando recursos importantes para o desenvolvimento são desviados ou mal aplicados. O Banco Mundial estima que, nos países em que os índices de corrupção são mais altos, entre 25% e 30% do PIB é desperdiçado em decorrência do problema. Já em países em que a corrupção está sob controle, esses valores não ultrapassam 3%.

Os dados mais divulgados internacionalmente nessa área são os que estimam a percepção da corrupção. O mais conhecido é o ranking produzido pela ONG Transparência Internacional, que hoje posiciona o Brasil no 75º lugar em um universo de 180 países pesquisados. Entretanto, a mera percepção da corrupção tem um caráter duplo. Pode indicar um real aumento dos níveis de corrupção, ou apenas sinalizar que o aprimoramento das ferramentas de transparência e de controle esteja trazendo à luz situações antes escondidas e, por isso, desconhecidas pelas pessoas.

Vários casos recentes de desvio ou de mau uso de verbas públicas no Brasil foram descobertos devido ao acesso público ao Portal da Transparência, desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Essa iniciativa é considerada internacionalmente um exemplo de transparência no controle dos gastos públicos. Todavia, o Portal da Transparência está, de certa forma, relacionado ao aumento da sensação de corrupção. O mesmo se aplica ao trabalho realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que está trazendo transparência ao Poder Judiciário.

Para minimizar a corrupção, é preciso combinar ações de repressão e de prevenção. Os corruptos não podem operar em um ambiente de impunidade que estimule esse comportamento. É preciso tratá-los como criminosos comuns, que se apropriaram de bens públicos.

Paralelamente, é preciso desenvolver nas pessoas uma cultura ética de intolerância à corrupção. Cada cidadão deve chamar para si a responsabilidade de combater a corrupção, não apenas na política ou no meio empresarial, mas ampliando essa postura para seu dia a dia, agindo de maneira correta mesmo nas situações cotidianas.

Afinal, a corrupção é um fenômeno social que envolve desde atos quase invisíveis, como o pagamento de propina a um guarda de trânsito, até crimes de grande impacto na vida de milhares de pessoas, como o desvio de recursos públicos para compra de medicamentos, por exemplo.

É nesse sentido que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) lançou a campanha global “Corrupção: cada não conta”. Se todos percebermos a importância de dizer “não” a pequenos atos de corrupção, seremos capazes de mudar a sociedade. Hoje, 9 de dezembro, Dia Internacional contra a Corrupção, é uma oportunidade para refletir sobre o assunto e reafirmar o compromisso de acabar com a cultura da corrupção.


Autor: Bo Mathiasen
do Jornal Correio Braziliense

é Representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc) para o Brasil e o Cone Sul, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico

O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil

  • Por que esta cartilha foi escrita

Este texto tem como objetivo indicar caminhos que se podem trilhar no combate à corrupção. Ele é resultado da experiência bem sucedida da comunidade paulista de Ribeirão Bonito, da qual os autores participaram.

O testemunho sistemático de operações e atos suspeitos por parte de autoridades de Ribeirão Bonito, encabeçadas pelo então prefeito, levaram a organização não governamental Amigos Associados de Ribeirão Bonito (AMARRIBO) a liderar um movimento para o monitoramento, a cobrança e a contestação de atos das autoridades municipais, buscando para isso o apoio da comunidade.

Leia na íntegra AQUI

do portal www.transparencia.org.br

Governo e entidades celebram Dia Internacional Contra a Corrupção

Um evento a ser realizado amanhã (9/12), no auditório do Brasília Alvorada Hotel, marca as comemorações, no Brasil, pela passagem do Dia Internacional Contra a Corrupção. Coordenado pela Controladoria-Geral da União (CGU), e pelo Escritório da ONU Contra Drogas e Crimes (Unodc), o evento terá a participação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do professor Stuart Gilman, consultor da ONU e um dos maiores especialistas do mundo no tema anticorrupção.

No evento, o Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage, fará um relato dos avanços alcançados pelo Brasil na prevenção e combate à corrupção, e serão lançadas, também, novas formas de consultas ao Portal da Transparência, que conterá informações também sobre as receitas federais e sobre os servidores da Administração Federal.

Reformas necessárias

Em seu pronunciamento, o Ministro Jorge Hage apontará também o que ainda falta para tornar mais completo o enfrentamento da corrupção: a reforma processual que reduza os recursos e incidentes protelatórios na Justiça, de modo a acabar com a impunidade; e as reformas político-eleitorais, especialmente quanto ao financiamento de campanhas.

Participarão também do evento o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar e Benjamin Zymler, a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vários outros ministros de Estado, e dirigentes de outros órgãos públicos e de entidades da sociedade civil envolvidas com o combate à corrupção.

O Portal da Transparência, que será aprimorado com novas formas de consulta, já conta, atualmente, com quase 900 milhões de informações, permitindo a vigilância da população sobre recursos totais da ordem de R$ 6 trilhões. Considerado um dos mais completos do mundo em seu gênero, já recebeu, desde o seu lançamento, em 2004, quase uma dezena de prêmios, inclusive internacionais.

Eventos nos estados

Em todas as 26 unidades da CGU nos estados estão sendo também realizados, ao longo desta semana, eventos comemorativos ao Dia Internacional Contra a Corrupção. As atividades têm o foco no incentivo à participação da sociedade no controle dos gastos públicos. As unidades da CGU estão divulgando a importância do trabalho conjunto dos órgãos de controle para a boa aplicação dos recursos públicos, por meio da mobilização social e institucional, com parcerias entre organismos federais, estaduais e municipais.

Nas 26 representações da CGU as comemorações envolvem palestras e ações de capacitação, peças de teatro e apresentações musicais. Os eventos contam com a participação de representantes do Ministério Público Federal, dos Ministérios Públicos Estaduais, do Departamento de Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União. Todos os eventos são públicos e abertos a qualquer interessado.

Confira a programação em cada estado

da Assessoria de Comunicação Social da CGU

Arruda nega enriquecimento de 1.000%


O governo do Distrito Federal negou em nota à imprensa, que o patrimônio do governador José Roberto Arruda tenha crescido mais de 1.000%, como informou o jornal Estado de S.Paulo. Segundo cópia da última acima entregue pelo governador, em 2007, seu patrimônio pessoal totalizava R$ 682.574,18; em 2008 a declaração dizia que Arruda tinha patrimônio de R$ 1.000.832,92. A nota também avisa que Arruda só tem apenas uma conta bancária e nao é dono de nenhuma propriedade rural, como acusou o delator do esquema do “DEMsalão”, Durval Barbosa.

do site claudiohumberto.com.br

MPF/SP pede abertura de investigações sobre 14 obras da Camargo Corrêa

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) encaminhou 18 representações, a diferentes autoridades, pedindo a abertura de investigações sobre 14 obras da Camargo Corrêa, em diferentes localidades do país e sobre o conteúdo da planilha que indica pagamentos a parlamentares supostamente beneficiados pela construtora. São casos em que há suspeita de crimes, improbidade administrativa e irregularidades eleitorais, mas que o MPF/SP não é competente para investigar por serem da esfera estadual ou por envolverem autoridades com prerrogativa de foro.

As obras sob suspeita são mencionadas nas planilhas e outros documentos apreendidos pela Polícia Federal, em 5 de maio deste ano, na construtora e com os diretores da empresa. Ao lado das menções às obras, são citados autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo. Os documentos levantam suspeitas da prática de corrupção ativa e passiva, crimes financeiros, além de atos de improbidade administrativa e eventuais ilícitos eleitorais. Menções a pagamentos a autoridades com prerrogativa de foro ocorrem na maioria de obras.

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da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República em São Paulo

Supremo deve julgar hoje censura ao ''Estado''

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para hoje o julgamento de um pedido de liminar feito pelo jornal O Estado de S. Paulo para derrubar a censura que impede há 131 dias a publicação de reportagens sobre a Operação Boi Barrica. Essa operação da Polícia Federal, deflagrada em 2006, investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A censura foi imposta ao Estado no final de julho, pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) Dácio Vieira. Reportagem publicada na época pelo jornal mostrou que Vieira era do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia. Advogados do jornal fizeram cinco recursos ao TJ-DF, mas a censura foi mantida.

Agora, o STF analisará o pedido de liminar feito numa reclamação do Estado, que foi baseada em decisão de abril deste ano do Supremo. Na ocasião, o tribunal derrubou a Lei de Imprensa e fixou o entendimento de que é plena a liberdade de imprensa e não é admitida a censura.

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do Jornal o Estado de S.Paulo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Arruda lança operação-abafa para controlar CPI e salvar mandato

Prestes a ser expulso pelo DEM, governador remaneja base em novos blocos para garantir comando da comissãoquatro dias de ser expulso pelo DEM, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pôs em andamento uma manobra para tentar escapar do impeachment e salvar o seu mandato. Nos últimos dias, ele reuniu a base partidária na Câmara Legislativa do Distrito Federal e avisou que não renunciará. Ainda ordenou que os aliados se dividissem em novos blocos partidários, para controlar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as denúncias de pagamento de propina para o governador, integrantes do seu governo e deputados aliados, flagrados em gravações de vídeo que mostram partilha de dinheiro. O "mensalão do DEM" veio à tona com a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, há dez dias.

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do Jornal o Estado de S. Paulo

sábado, 5 de dezembro de 2009

A ORAÇÃO DA PROPINA

Filha de Arruda tem cargo na presidência do TJDF

A influência do governador José Roberto Arruda (DEM) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) vai além da relação apontada na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A filha mais velha do governador, a bacharel em direito Bruna Santana Arruda, é assessora jurídica da presidência do TJDF.

Bruna, de 32 anos, não é servidora efetiva da Casa, ou seja, não foi admitida por concurso público. Ocupa um cargo comissionado (CJ-3), de livre nomeação da presidência do órgão, cujo salário bruto é de R$ 10.352,00. Servidores do tribunal informam que a filha do governador trabalha no TJDF desde 2000.

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do Site Congresso Em Foco

Corrupção descarada


O que chama a atenção nos vídeos é a naturali dade com que todos os personagens lidam com a atividade criminosa

O texto da oração da propina revela um cinismo inaceitável: “Quero agradecer, meu Deus, por estarmos aqui. Somos gratos pela vida do Durval, que é uma bênção em nossas vidas. Quantas investidas de homens malignos contra a vida dele. Precisamos da tua cobertura. O Senhor tem pessoas que têm armas para nos ajudar nessa guerra. O Senhor nunca falha. É o Senhor que determina. Proteja a vida do Durval, de seus filhos, seus familiares. Precisamos de uma cidade diferente. O Senhor tem para nós um novo tempo. O Senhor é a verdade, é a nossa justiça. É aquele que abre as portas. Tire esses homens do nosso caminho.” Terminada a oração, o deputado Prudente comenta: “Que paulada!” Poderia concluir com um singelo “amém”. Mas nada ali tinha a ver com Deus.

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Por Mino Pedrosa e Hugo Marques da Revista Istoé

Poder, dinheiro, corrupção e...

O governador de Brasília estrela um dos mais repugnantes espetáculosde corrupção já vistos na história. Sem nenhum pudor, políticos foramfilmados recebendo dinheiro de propina em meias, cuecas, bolsas e até via Correios. Depois, ainda rezam, agradecendo a Deus a graça alcançada

No dia 4 de setembro de 2006, no auge da eleição para o governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda encaminha-se até o escritório do delegado aposentado Durval Barbosa, então secretário do governo e seu coordenador de campanha. Ele aperta a mão de Durval e lhe dá um tapinha nas costas: "Meu presidente!". Arruda acomoda-se gostosamente no sofá, dá um profundo suspiro e pede um chazinho à secretária. Tira do bolso um papelzinho e diz a Durval: "Queria ver quatro coisinhas com você. Só posso pedir para você porque é algo pessoal". Arruda começa pela corrupção miúda, pedindo a Durval que consiga emprego para o filho dele numa das empresas que mantêm contratos com o governo. Depois abusa um pouquinho mais e recomenda que o delegado "ajude" a empresa de um amigo. Finalmente pergunta sobre o financiamento para a campanha. "Estou medroso com esse troço", diz Arruda. Durval tenta tranquilizá-lo: "A gente só não pode internalizar o dinheiro". Ato contínuo, Durval abre o armário, pega um pacote com 50 000 reais e o entrega a Arruda. "Ah, ótimo", agradece o candidato. Num lapso de 23 minutos e 45 segundos, com o equipamento do ladino Durval e a desfaçatez de Arruda, produziu-se o primeiro capítulo da mais devastadora peça de corrupção já registrada na história do país.

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Da Revista Veja

Empresas de deputados da lista do caixa 2 ganharam contratos no DF

O "mensalão do DEM" em Brasília vai além de pagamentos mensais a deputados aliados do governador José Roberto Arruda (DEM). Há indícios de que empresas de parlamentares, que constam da contabilidade clandestina da campanha de 2006, abasteceram o caixa 2 de Arruda em troca de contratos, alguns sem licitação, com o governo do Distrito Federal. Na planilha da arrecadação ilícita, revelada ontem pelo Estado, há relação de empresas que teriam contribuído com o caixa 2 de Arruda.

O documento escrito pelo presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, menciona, por exemplo, R$ 650 mil doados pela Fiança, do ramo de terceirização de mão de obra de segurança e serviços gerais. A Fiança, que pertence aos pais do deputado Cristiano Araújo (PTB), não aparece na prestação de contas oficial da campanha de Arruda. A empresa recebeu, desde 2007, R$ 240 milhões do governo do DF, sendo que ao menos R$ 60 milhões são oriundos de contratos sem licitação, segundo levantamento feito ontem, a pedido do Estado, pela assessoria do deputado distrital Chico Leite (PT) no sistema de despesas do governo.

A planilha do caixa 2 da campanha de Arruda traz ainda duas empresas ligadas à deputada Eliana Pedrosa, secretária de Desenvolvimento Social do governo: a Dinâmica e a Esparta.

O nome Dinâmica, de acordo com o manuscrito de 2006, é mencionado com o valor de R$ 100 mil ao lado. Uma empresa com o mesmo nome, que tem uma irmã de Eliana Pedrosa como dona, fechou contrato para cuidar do metrô de Brasília. E obteve do governo Arruda, em 2008, a prorrogação de um contrato no valor de R$ 7 milhões.

A empresa já recebeu R$ 20 milhões desde 2007 por esse serviço. Do começo da gestão Arruda até hoje, R$ 67 milhões foram liberados para a Dinâmica em todos os contratos.

A Esparta é do filho de Eliana, André Pedrosa, e atua no ramo de segurança. Segundo a contabilidade informal da campanha de Arruda, teria ajudado com R$ 50 mil na eleição

Essa planilha de caixa 2 foi esquecida por Márcio Machado - ex-secretário de Obras de Arruda - numa emissora de TV em janeiro de 2007 e foi parar nas mãos do Ministério Público. Obtida pelo Estado, o manuscrito teve sua autenticidade reconhecida por Machado.

A Esparta acaba de fechar um contrato emergencial, sem licitação, com o governo do Distrito Federal. Uma nota de empenho de R$ 4,8 milhões foi emitida no dia 29 de outubro com a menção "dispensa de licitação" no documento. Uma semana depois, R$ 1,3 milhão foram depositados na conta da empresa.

O governo do DF também abriu mão de concorrência para contratar em 2007 a empresa 5 Estrelas Sistema de Segurança Ltda. Ela pertence aos filhos do deputado Leonardo Prudente, que ficou nacionalmente conhecido ao ser flagrado colocando dinheiro nas meias, depois de encher os bolsos, durante encontro com Durval Barbosa, ex-diretor de Relações Institucionais e colaborador da PF nas investigações. A empresa dos filhos do deputado tem recebido cerca de R$ 2 milhões por ano do governo. Após a divulgação do vídeo, Prudente se afastou do cargo de presidente da Câmara Distrital.

Do Jornal o Estado de S.Paulo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Planilha cita caixa 2 de R$ 11 milhões na campanha de Arruda


BRASÍLIA - Um documento mantido até hoje sob sigilo revela detalhes do caixa 2 da campanha do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). A planilha foi feita pelo presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, suspeito de ser o mentor da arrecadação ilícita em 2006. O manuscrito indica que a campanha de Arruda abordou pelo menos 41 empresas para conseguir doações e abastecer o caixa 2 com R$ 11 milhões. É o primeiro documento fora do inquérito da Polícia Federal que mostra o funcionamento do esquema que deu origem ao "mensalão do DEM" em Brasília.

A contabilidade mostra empresas associadas à expressão "PG", indicando pagamentos de empresas que não aparecem na prestação de contas de Arruda à Justiça Eleitoral. O documento tem anotações com os nomes das empresas e valores, uma coluna com dois saldos - um em dólar (US$ 342.900) e outro em reais (R$ 243.500) - e duas listas de receitas (R$ 1,1milhão) e despesas (R$ 1,1 milhão). No total, 20 construtoras estão relacionadas - pelo menos nove delas fecharam contrato com o governo que tomou posse em 2007.

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da Agência Estado

STF aceita denúncia contra o senador Eduardo Azeredo pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro

Após aproximadamente 20 horas de análise, foi concluído com o voto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, o julgamento do inquérito do chamado “mensalão mineiro” (Inq 2280) que resultou no recebimento da denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Recebida a denúncia, será instaurada a ação penal contra o ex-governador mineiro.

Ao final da leitura do voto-vista do ministro Dias Toffoli na sessão de ontem (03), que abriu a divergência, o relator do inquérito do mensalão mineiro (Inq 2280), ministro Joaquim Barbosa pediu a palavra para reafirmar seu voto, no sentido de acolher a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o ex-governador de Minas Gerais e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quanto aos crimes de peculato e lavagem.

Segundo Barbosa, nesta fase de inquérito é necessário verificar somente os seguintes dados: se a denúncia descreve um fato criminoso praticado dolosamente e se a descrição feita na denúncia está baseada em elementos probatórios mínimos constantes dos autos do inquérito, permitindo o exercício da ampla defesa do acusado no curso da ação penal.

Quanto a isso, não tenho a menor dúvida. Os desvios das estatais estão plenamente documentados. Não há a menor dúvida de que houve aparentemente uma lavagem de dinheiro. Somas expressivas transitaram por essas contas e foram utilizadas para pagar os operadores da campanha por ninguém menos que Marcos Valério”, afirmou o relator.

Leia abaixo a íntegra do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa:

- versão integral

Ricardo Lewandowski

Após a intervenção do relator, o ministro Ricardo Lewandowski acompanhou seu voto. Ele afirmou que a denúncia do Ministério Público deve observar os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal (CPP): a exposição dos fatos criminosos com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado, a classificação do crime e finalmente o rol dos acusados, se for o caso.

O ministro acrescentou que a denúncia só pode ser rejeitada, de acordo com o artigo 395 do CPP, se for inepta, se ausente algum dos pressupostos da ação ou se faltar justa causa para a sua instauração.

“A denúncia aqui examinada, a meu ver, não é inepta: descreve pormenorizadamente os fatos e explicita a possível participação do acusado neles, de forma individualizada, aludindo a uma série de indícios que formam um quadro lógico e coerente. A par da inequívoca prova da materialidade dos delitos, há vários indícios de autoria”, concluiu Lewandowski.

Eros Grau

O ministro Eros Grau foi o segundo a divergir do relator, ministro Joaquim Barbosa, votando pela rejeição total da denúncia. Não vejo vínculo do acusado com os crimes de que se cuida, disse. Grau lembrou que no julgamento do inquérito que deu origem à Ação Penal 470 – chamado de processo do mensalão, também votou pela rejeição de alguns pontos daquela denúncia porque se baseavam apenas em ilações. Ele concluiu seu voto revelando que, na dúvida, tem preferido seguir a tendência de privilegiar o estado de direito, e não o estado policial.

Ayres Britto
O ministro Carlos Ayres Britto decidiu receber a denúncia, acompanhando o voto do relator. Ele destacou a qualidade técnica de três peças essenciais submetidas à apreciação: o inquérito policial, a denúncia em si e o relatório do ministro Joaquim Barbosa. “São três peças de grande qualidade e que até seqüenciam do ponto de vista mais lógico possível o tracejamento de fatos que, em tese, são criminosos, como o peculato e a lavagem de dinheiro”, disse.

Ayres Britto entendeu também, pelo menos nesse juízo primeiro, que se montou mesmo no estado de Minas Gerais um esquema de caixa dois. “Caixa dois costuma ser o início de toda corrupção administrativa no Brasil”. Ele afirmou que o esquema parece até reprise de um filme, que já foi visto e cujo modelo fez escola, ao que parece. “Os protagonistas, o modus operandi, o tipo de benefício, um agente central nesse processo do ponto de vista da operacionalização que não entendia nada de publicidade, mas entendia tudo de finanças e de como obter com extrema facilidade recursos financeiros para campanhas eleitorais”, declarou.

Cezar Peluso
Também acompanhou o voto do relator, pelo recebimento da denúncia, o ministro Cezar Peluso, ao entender que a acusação é apta. “Há fortes indícios de participação do denunciado, para efeitos de recebimento da denúncia”, disse o ministro, com base, em particular, nos longos depoimentos como o de Carlos Henrique Martins Teixeira, Vera Lúcia Mourão de Carvalho Veloso, Nilton Antônio Monteiro. Para Peluso, essas declarações têm em comum a afirmação de que Eduardo Azeredo teria conhecimento da origem ilícita dos recursos empregados em sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais.

Marco Aurélio
Quinto ministro a votar pelo recebimento do inquérito, o ministro Marco Aurélio afirmou que a denúncia é uma “peça minuciosa”, que se reporta a depoimentos, elementos e entrelaçamentos de fatos que viabilizam a defesa. “Fica difícil sustentar-se que, na espécie, não se tem dados capazes de conduzir ao recebimento da denúncia”, afirmou.

“O Supremo não é cemitério de inquéritos e ações penais contra quem quer que seja. O Supremo atua a partir dos elementos coligidos nos autos; a partir dos elementos do processo, se já instaurada a ação penal, e chega, num ambiente democrático revelado pelo colegiado, a uma conclusão a respeito, tornando prevalecente a ordem jurídica, especialmente a ordem jurídica constitucional”, disse o ministro.

Gilmar Mendes
Ao votar contra a abertura da ação penal, o ministro Gilmar Mendes alertou que, mais que uma peça processual que deve cumprir os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, a denúncia é um instrumento por meio do qual o órgão julgador pode avaliar a efetiva necessidade de submeter o indivíduo às agruras do processo penal, daí a necessidade de rigor e de prudência por parte não só daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais, mas também daqueles que podem decidir sobre o seu curso.

“A análise de uma denúncia deve ser revestida dos maiores cuidados por parte de todos nós, julgadores, sempre tendo em vista a imposição constitucional de resguardo dos direitos e garantias individuais. Quando se fazem imputações incabíveis, dando ensejo à persecução criminal injusta, viola-se também o princípio da dignidade da pessoa humana”, concluiu o presidente do STF.

A ministra Cármen Lúcia, por impedimento, não participou da votação.

Questão de ordem

Depois de colhidos os votos, o relator, ministro Joaquim Barbosa, suscitou questão de ordem no sentido de que houvesse início imediato da instrução da ação penal, independentemente da publicação do acórdão. O ministro Marco Aurélio abriu divergência, não concordando com a proposição, tendo sido seguido pelos demais ministros. A questão de ordem foi rejeitada pelo Tribunal, ficando vencido o relator.

Assim, para ser iniciada a ação penal (ouvir testemunhas, interrogatório do réu e produção de provas), deverá aguardar-se a publicação do acórdão e o julgamento de eventual recurso a ser oposto contra o recebimento da denúncia.

Fonte: STF

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Empresa do mensalão de Arruda é investigada em SP

Uni Repro, cuja diretora entregou dinheiro para Durval Barbosa, tem contrato suspeito em Indaiatuba e responde na Justiça por irregularidades na gestão Celso Pitta

A Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda, empresa envolvida no escândalo do mensalão do governo Arruda, é investigada pelo Ministério Público de São Paulo e responde, desde 2001, como ré em uma ação civil pública que aponta irregularidades no Programa de Atendimento à Saúde (PAS), supostamente cometidas ainda na gestão do ex-prefeito Celso Pitta entre 1996 e 1998.

Na denúncia mais recente, o promotor de Indaiatuba, Marcelo de Mendonça Neves, investiga, desde novembro deste ano, um contrato entre a empresa e a prefeitura da cidade e outro com a Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), entidade também administrada pelo executivo municipal.

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Veja reportagem do Jornal Nacional com o vídeo em que diretora da Uni Repro entrega dinheiro a Durval

do site Congresso em Foco

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não deixa esse povo do Arruda chegar próximo desses caminhões

Em novo vídeo, empresários distribuem dinheiro para o suposto "mensalão" do DEM

BRASÍLIA - Representantes de uma das empresas acusadas de financiar o suposto "mensalão" do DEM foram flagrados em vídeo gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa repartindo a quantia de R$ 298 mil.

Corrupção explícita

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, está patrocinando, nas televisões de todo o país, as mais pornográficas cenas jamais vistas anteriormente: são momentos explícitos de corrupção com a distribuição de dinheiro para seus aliados, dinheiro este extraído de empresas que não tinham porque dizer não ao governador ou seus enviados.

Bem que este filme pornográfico poderia se chamar "Arruda Volta a Atacar" - levando-se em conta que esta é a segunda vez que o agora governador do Distrito Federal é flagrado com a boca na botija. Anteriormente, quando era senador, teve que renunciar porque uma câmara indiscreta mostrou-o usando o painel eletrônico do Congresso de modo irregular, em lugar de outrem.

Mudou de partido, foi para o DEM, virou governador do Distrito Federal e, em consequência de uma administração pode-se dizer vitoriosa, ele já era dado como provável candidato a vice-presidente em qualquer chapa que contasse com o apoio do DEM. Foi agora tudo pelo ralo. Quem é louco de confiar em José Roberto Arruda?

Todo o esquema foi desmontado pela Polícia Federal, através da operação "Caixa de Pandora". Descortinava-se ali um alto grau de corrupção patrocinada pelo governador José Roberto Arruda, embora naturalmente ele negue tudo. Até um vídeo com ele recebendo um pacote de dinheiro tem sua desculpa: teria acontecido em 2006, quando da campanha eleitoral. Aquele dinheiro seria contribuição de amigos, em caixa dois. Em seguida, a pergunta singela: "Não é pecado ter caixa dois, não é?". O pior é que realmente não é pecado, mas é crime eleitoral dos mais graves.

A operação da Polícia Federal contou com a colaboração de um ex-secretário do governo de Arruda. Durval Barbosa, embora detentor de um recorde - responde a mais de 30 processos por corrupção -, ocupava o cargo de secretário de Relações Institucionais. Descobertas suas falcatruas, foi afinal demitido. Aí ele começou a abrir o bico, dentro do programa de delação premiada.

Contou então que era o encarregado de arrecadar dinheiro junto a empresários e sindicatos patronais e distribuí-lo, em forma de "mensalão", com o governador, o vice-governador, secretários de Estado, deputados etc. Os vídeos mostrados até agora impressionam, principalmente um que mostra um trio fazendo uma reza de agradecimento pelo polpudo maço de dinheiro que havia recebido.

Há outros vídeos impressionantes, como o do presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente, guardando dinheiro nas próprias meias, e um outro em que o sujeito guarda a grana recebida na cueca. O denunciante, Durval Barbosa, é ex-policial, o que não o livrou de pelo menos de 30 processos por corrupção.

Enquanto a OAB prepara-se para dar entrada num pedido de impeachment, a alta cúpula do antigo pefelê, agora DEM, foi à casa de Arruda para obter explicações. Deu-lhe um prazo de oito dias para se justificar. Senão será a expulsão sumária.

Num país um pouquinho mais sério, este Arruda já estaria defenestrado do cargo e até preso, além de condenado a devolver tudo o que captou irregularmente. É o mínimo que se espera.

O editorial "Corrupção explícita" foi publicado na edição de hoje (02) do Jornal da Cidade (SE)

Kassab pagou R$ 106,9 mi a empresas de esquema

SÃO PAULO - Duas empresas do escândalo do "mensalão do DEM" - a Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda. e a Call Tecnologia - receberam da Prefeitura de São Paulo desde 2006, quando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) assumiu o cargo, R$ 106,9 milhões por serviços prestados.

As companhias são suspeitas de ter alimentado o suposto esquema de propina no governo José Roberto Arruda (DEM), investigado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora.

Tanto a Uni Repro como a Call Tecnologia seriam supostamente usadas por integrantes do PPS - que fez parte do governo do Distrito Federal e integra a gestão Kassab - para levantar fundos para o esquema.

Na capital paulista, o contrato com a Uni Repro é anterior à nomeação de Kassab como prefeito. A empresa foi escolhida pela Secretaria de Saúde por meio de pregão presencial e depois recontratada diretamente pela maioria das secretarias, subprefeituras e outros órgãos governamentais. Ela concentra a maior parte dos serviços de fotocópia do governo.

A Call Tecnologia chegou a ser investigada pela CPI do IPTU, na Câmara Municipal de São Paulo. O relator da comissão, Antonio Donato (PT), afirma que, além ouvir um representante da empresa, dois parlamentares da CPI fizeram diligências na sede da empresa por suspeitas de fraude.

A prefeitura, por meio de sua assessoria, informou que os contratos foram feitos por pregão e, no caso da Call Tecnologia, desde 2007 o valor pago não é reajustado. As empresas não retornaram as ligações. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

da Agência Estado

CNJ apura ligação entre Arruda e desembargadores

Corregedoria investiga se integrantes do TJ-DF participaram de esquema do 'mensalão do DEM'

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu ontem um procedimento para investigar se três desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal participaram do esquema que ficou conhecido como "mensalão do DEM" no governo de José Roberto Arruda. Em nota divulgada no início da noite, o CNJ afirmou que o conselheiro Ives Gandra encaminhou ofício ao presidente do TJ, Nívio Gonçalves, determinando que os desembargadores Getúlio Pinheiro Sousa, Romeu Gonzaga Neiva e José Cruz Macedo prestem informações num prazo de 15 dias. Os nomes dos três foram citados em gravações da Operação Caixa de Pandora.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Piada de Mau Gosto

Frase do Dia

'Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo'

Num encontro com os dirigentes nacionais do DEM, na residência oficial de Águas Claras, Arruda devolveu a pressão feita pelo senador Demóstenes Torres (GO), que propôs à direção partidária sua expulsão sumária

Aliado de Arruda, secretário do PPS é acusado em vídeo da propina

Diretora de empresa diz que integrante do partido pediu dinheiro para manter contrato com Secretaria da Saúde

A investigação do "mensalão do DEM", no Distrito Federal, inclui um vídeo em que a diretora de uma empresa acusa o PPS de praticar chantagem e pedir propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde, comandada pelo deputado Augusto Carvalho, filiado ao partido. Parte do dinheiro, segundo o diálogo, teria sido destinada ao presidente da legenda, ex-deputado Roberto Freire (SP).

O PPS anunciou ontem a saída da gestão do governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de montar o esquema de corrupção que arrecadava propinas e distribuía o dinheiro entre secretários e deputados distritais da base aliada.

A declaração que compromete o partido foi feita pela diretora comercial da Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda, Nerci Soares Bussamra, em conversa com Durval Barbosa, então secretário de Relações Institucionais do governo e autor da gravação obtida pelo Estado.

No diálogo, ela afirma que Fernando Antunes, presidente do PPS-DF e subsecretário de Saúde, achacou a empresa por meio de uma auditoria nos contratos e pediu dinheiro para o PPS. Segundo ela, Antunes afirmou: "Eu só queria que vocês ajudassem o partido." A Uni Repro recebe R$ 1,6 milhão por mês para prestar serviços gráficos à pasta da Saúde.

No vídeo, Barbosa - demitido sexta-feira, após a revelação de que havia resolvido colaborar com a investigação da Polícia Federal - pergunta a Nerci: "Mas quem é que recebe o dinheiro?" Ela responde: "Ele mesmo. Ele e o irmão dele." Barbosa volta a indagar: "O Antunes?" E ela repete: "Ele e o irmão."

O então secretário de Relações Institucionais pergunta sobre quem faz o pagamento. "Eu e, às vezes, até o dono em São Paulo já fez, porque ele (Antunes) tem o partido lá, né?", diz Nerci. Logo depois, ela cita Freire. "Na última conversa que eu tive com ele (Antunes), ele pediu dinheiro para o partido dele, né, para ajudar o Freire em São Paulo e eu não disse não pra ele." Em outro vídeo, a empresária entrega uma sacola de loja de sapatos para Barbosa com maços de notas de R$ 100 e R$ 20. Após a contagem do dinheiro, ela deixa o local. Barbosa então se vira para a câmera de vídeo e mostra uma caixa com a dinheirama.

"DAR UMA FREADA"

Após o encontro com Nerci, Barbosa, de acordo com o inquérito, procurou Arruda no dia 21 de outubro e reclamou da posição do PPS, que teria montado, de conforme o delator, um esquema próprio de arrecadação de recursos ilícitos, atrapalhando os planos do DEM.

"Cê tem de pegar o Antunes e dar uma freada", diz Barbosa a Arruda, conforme transcrição do inquérito. "Também acho", responde o governador. Arruda afirma, então, que gostaria de mudar o comando da secretaria. Barbosa destaca: "O Augusto mais o Antunes tomaram muito dinheiro dela, muito." E completa: "Sei que andaram tomando tudo quanto é dinheiro da mulher e da empresa lá."

Em outro depoimento, Barbosa relata ainda que Carvalho, Antunes e o empresário Alcyr Collaço dividiam uma propina de R$ 60 mil mensais por meio de um contrato de atendimento telefônico com a empresa Call Tecnologia, prestadora de serviços à Secretaria de Saúde, mas contratada pela estatal Codeplan.

Procurado pelo Estado, Antunes confirmou conhecer Nerci. "Encontrei com ela por duas ou três vezes na secretaria", disse. Mas negou a afirmação de que pediu dinheiro para ajudar o PPS e o presidente da legenda. "Não existe essa possibilidade. Desconhecemos isso. Está ficando evidente que o Durval tinha esse vídeo para mandar recados", afirmou. Segundo Antunes, a secretaria chegou a reduzir o valor do contrato com a Uni Repro. "Eu podia apertar e pedir dinheiro diminuindo a fatura?"

Freire afirmou que também desconhece o conteúdo das acusações. "Não tenho nada com isso. Não autorizei ninguém a usar meu nome para pedir dinheiro", reagiu o presidente do PPS. A reportagem ligou duas vezes para o celular de Carvalho, deixou recado, mas não teve resposta até fechamento da edição.

Fonte: do Jornal o estado de S. Paulo - por Leandro Colon, BRASÍLIA

Corrupção como base política

O governador José Roberto Arruda costuma dizer que ganhou a eleição para o governo do Distrito Federal "por dentro". Talvez não haja expressão melhor para refletir o modus operandi político brasileiro comum a todos os governos, governantes e partidos.

Arruda sempre usou a expressão em defesa dos que lhe cobravam a permanência em seu governo de auxiliares de seu antecessor e adversário eleitoral, Joaquim Roriz. "Por dentro" se traduz como a garantia de alianças entre o governo que sai e o que entra, pela preservação dos interesses comuns. Sem essa aliança, o risco eleitoral de Arruda era bem maior do que sugere a sua folgada vitória contra Maria de Lourdes Abadia, a Dilma Rousseff de Roriz, "cristianizada" por uma base aliada previamente comprada (agora resgatam as promissórias).

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