Reitor Ulysses Fagundes Neto omitiu informações sobre despesas no exterior.
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) enviou ontem, 15 de abril, ofício ao reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, cobrando explicações sobre gastos efetuados no exterior com cartões corporativos entre 2006 e 2008. Em fevereiro, o procurador da República Sergio Suiama abriu procedimento a respeito dos gastos com cartões corporativos na Unifesp, mas nas planilhas apresentadas pelo próprio reitor não constavam despesas efetuadas no exterior.
Segundo reportagens publicadas pela mídia esta semana, o reitor teria gasto mais de 12 mil reais no ano de 2006 durante viagens aos Estados Unidos, Espanha e Hong Kong, entre outros lugares. A Controladoria Geral da União (CGU) abriu uma auditoria para apurar os gastos do reitor. Hoje, o MPF/SP oficiou também a CGU, pedindo a cópia integral do procedimento instaurado naquela controladoria.
Até o momento, em dois ofícios, datados de 3 e 24 de março, o próprio reitor respondeu às solicitações do MPF/SP e forneceu os nomes de todos os servidores que utilizaram os cartões corporativos de 2006 até agora, apresentando ainda parte das despesas efetuadas.
No ofício de 3 de março, o reitor enviou faturas, mas sem a descrição detalhada das despesas. O MPF/SP cobrou detalhes e o reitor respondeu, enviando as descrições no dia 24 de março, mas sem informar a data de parte das despesas. Nesta resposta, também não constam despesas no exterior.
A respeito dos gastos já declarados, o MPF/SP pediu ao reitor o detalhamento das despesas feitas em restaurantes e farmácias. O MPF/SP quer que o reitor apresente as notas fiscais dessas despesas e documentos, tais como relatórios de atividade, que comprovem a finalidade pública da despesa.
Na lista, chamam a atenção gastos de R$ 1.508,66, no Bolla Restaurantes Ltda; R$ 2.620,20, no La Lubina Comercial Ltda (total gasto em duas datas diferentes); e R$ 1,602,05, na Raia e Cia Ltda. (também em duas datas diferentes). Há também gastos superiores a 1 mil reais no Restaurante Tournegrill e na Churrascaria Os Gaudérios, além de despesas com farmácia.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Estado de São Paulo
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